Quero ver Irene rir. Quero ver Irene dar sua risada.
   



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Deixa eu explicar

 

AeEeEe... O blog mudou de cara rigorosamente.

Assustados?

É, eu também me assustaria se visse o blog da Fernanda Mello mudado. Se estivesse com outra cor e outro título.

Mas vamos as explicações.

Primeiro, minha gente, por que eu mudei de cor?

SIMPLES, eu amo azul e eu já estava cansada daquele negócio do antigo Template: “Eu e você”. Fora que não era azul e tava muito batido.

Quem me conhece sabe da minha paixão por azul, e mais, de todos os azuis e tons que existirem. Esse final de semana passado, eu estava com uns amigos no Shopping, passeando, almoçando fora, essas coisas que amigos fazem pra sair do tédio (no shopping? Ai, Deus. E tinha outra opção?) e eu vi em uma vitrine de uma loja de decoração  um vaso azul tão bonito que encheu meus olhos. E fiz o seguinte comentário: - nossa, como eu adoro azul.

JURO que foi só isso, e de repente, meio sem esperar, ouço a gracinha do meu amigo.

- Azul é a cor dos fracos.

Antes mesmo que eu o olhasse e fuzilasse todo aquele corpo negro e aquele sorrisinho podre, pensei e respondi sem maldade.

- Realmente. Eu sou fraca porque gosto de azul. Como você sabia? Leu no balãozinho em cima da minha cabeça?

Que vontade de dar um tiro nele. Não, não no balão. Mas no meu amigo.

Que abuso!

Azul nunca foi para fracos. Quando a gente é criança, aprende que azul é cor de menino e rosa é de menina (pequeno lembrete: ODEIO rosa). Não lembro de ter ouvido que azul era uma cor que identificava pessoas fracas, tristes e sei lá mais o que.

Eu não acredito nisso, como também não acredito em Signos que dizem como a pessoa é, ou em horóscopo chinês que eu tenho horror em saber que o meu é galo. Não acredito em negócio de numerologia, apesar de simpatizar as pencas pelo número sete. E também não tenho simpatia por mantra, baralhos com desenhos estranhos e uma peneira de amassar açaí cheia de búzios que a gente acha na praia pra dizerem quem eu sou ou o que vai acontecer comigo. Imagine acreditar  em um copo de água ou em uma borra de café. Ai, me deu dor de cabeça só de pensar nessas coisas.

Eu não sou fácil de se convencer e essa coisa de cor também não entrou direito.

Mas enfim, foda-se.

Vou voltar ao assunto principal.

AZUL! Essa é a cor que eu gosto e está no meu blog agora e ponto final.

Esses bichinhos que vieram não se sabe de onde, como acabei de falar, VIERAM. Acho que foi só pra enfrescalhar o visual do meu blog. Mas não há problema nisso, deixe os bichinhos ai. Junto com esse perfil que também foi mudado. Bonequinha de blusa azul e calça preta (que mal gosto!).

Mudei o título também. Antes era “Et Voilà”, por conta de um texto lindoooooooo que eu li, e também por causa do endereço desse blog. Agora vai se chamar “IRENE”. Sim, IREEEEEEENE... (sinta o meu cinismo).

Vou explicar: tenho um outro amigo, esse já é lá da minha cidade Macapá. O Zurélio. Temos, não sei como, um vínculo descarado de sarcasmo. Sabe quando você pode conversar todas as podridões da vida, do mundo, do que te incomoda nas pessoas e bla, bla, bla com uma outra pessoa? Gente, não me levem  a mal. Eu converso com as minhas amigas TUDO que vocês podem imaginar. Mas o meu lado obscuro e PERVERSO como ser humano, só ele conhece. Nem falo dos palavrões, porque isso todo mundo sabe. Falo daquele lado que você não tem coragem de mostrar pra melhor amiga, pro namorado, pra mãe. Essas coisas. A gente se entende. Ele é a tampa da minha panela de pressão cheia de descaramento.

Então, um dia, a gente conversando aqui e outro cacareco ali, ele me chama de IRENE. Eu levei um susto, imagine a ignorância. Eu sou louca por música, mas não conhecia a tal que ele me intitulava. Fui procurar e achei tão legal. Fala de sorriso, de como uma pessoa, pra se manter alegre, procura o sorriso de IRENE. Não porque ele (suponhamos que essa pessoa seja “ele”) a ama ou é apaixonado. Não. A coisa toda é a magia do sorriso, a coisa do humor. Porra, sei lá. Eu gostei e sempre ele me chama assim. Deeeesde o ano passado.

Então, vai ficar IRENE. No blog dele também estou “endereçada” como IRENE.

 

Bem, crianças, essas são basicamente as mudanças. E os “por quês” eu vou desenrolando no caminho dos outros textos. Basicamente eu tava precisando dar uma mudada aqui, e AQUI dentro (apontando pro coração).

Não, eu não mudei, gente. Calma! Eu não estou uma louca varrida pra dizer que os amores estão exaltados e me fazendo pintar o cabelo de preto e usar roupa de EMO (olha o preconceito, mulher!). Só estou dizendo que as mudanças têm que existir e nunca é tarde pra começar.

Por mais difícil que seja, não vamos mais falar de sentimentos.

Vamos falar de sexo, bebida e rock and roll (não vou falar de drogas porque não fazem parte da minha vida). Claro, e uma coisa de cada vez.

 

 

 “Eu quero ir, minha gente, eu não sou daqui
Eu não tenho nada, quero ver Irene rir
Quero ver Irene dar sua risada
Quero ver Irene dar sua risada
Irene ri, Irene ri, Irene
Irene ri, Irene ri, Irene
Quero ver Irene dar sua risada...”

Irene – Caetano Veloso



Escrito por Naiane Feitoza às 12h26
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Eu cansei, po

 

Eu nem sei por onde começar, mas juro que vou terminar.

Sabe quando a gente tem todos os motivos do mundo pra sair abrindo o verbo sobre tudo?

Imaginem que sou assim, elevada a décima potência.

E daí? Ter cautela nunca foi meu forte. E não vai ser agora que isso vai fazer parte de mim.

NÃO, eu não estou com raiva. Não estou aborrecida. Não estou com vontade de matar ninguém e nem pensando em vingança. Simplesmente, eu cansei.

Cansei de gritar que o amor é lindo e que eu amo. Cansei de sentir o friozinho na barriga todas as vezes que eu escuto aquela voz (maldita de tão linda) e deixo isso transparecer; ou quando eu sinto aquele cheiro de homem que marcou a minha pele. Cansei de sentir arrepios quando eu vejo aquela janelinha do msn avisar que você está online.

Chega de dizer o que se sente.

É. ISSO MESMO! Pensou que eu estavesse falando de quê?  De ira? De umas coisas que vão passar?  NÃO. Estou falando de um sentimento que está nascendo. O CANSAÇO. E olha que isso é um “estado”. Imagina quando vira sentimento.

É, o negócio pegou pro seu lado, meu caro.

Sério! Séééério (sinta o grito), onde eu tava com a cabeça quando resolvi continuar dizendo que eu te amo?

(Ta, eu te amo e você sabe. Mas isso tem que mudar, oras. Olha a BURRICE de novo!)

Como diz no livro da Cora Ronái: “A saudade é saber-se onde... sabem-se lá”.

SIM, eu sei onde estás, mas eu nem sei mais o que você pensa. Não há aberturas pra eu saber o que se passa. Eu só vejo frases, frases e mais frases. Acho que nem são pra mim. Acho que nunca foram.

Vejo letrinhas de músicas. Vejo você sair do sério comigo. Vejo você me chamando de idiota e ainda tendo o instinto de proteção. Como se eu não soubesse me virar sozinha. Como se eu nunca tivesse feito isso antes.

A proteção que eu preciso, você não está mais disposto a dar. Você só está com as suas frases e as suas letras de músicas que eu sei que não são mais pra mim.

Daí achei uma saída.

Vou me calar. Vou negar. Vou mentir descaradamente. Séééério.

Vou me tornar mais mentirosa do que nunca. E você vai me odiar de verdade. Vai odiar mais essas mentiras que vão me proteger, do que aquela que eu menti pra TE proteger.

É, virou comum eu te amar. Virou comum você saber que eu te amo.

Pois vou negar cada sentimento.

Da saudade ao amor que nunca vai passar.

Vou negar! Vou mentir que passou. Vou me convencer e te convencer disso.

Não vou mais ser uma mulher de palavra, aquela que disse que lutaria até a última instância. Vou ser a covardona. Vou ser a imbecil que desistiu de você. E nem me pergunte o por quê. Eu vou mentir. Vou ser descarada.

Você deve estar pensando que eu não tenho mais sentimentos. Não, ao contrário. Eu não cansei dos sentimentos, mas não vou voltar a repeti-los, não pra você ouvir. Não tenho a menor vontade de ir falar pra você o que se passa dentro da minha cabeça. Dentro do meu coração. Você não ia querer escutar.

Você se tornou um vício e eu não posso mais me dar ao luxo de te consumir. Acabou o meu dinheiro. Acabou a fonte.

Pra dizer a verdade, eu não quero mais falar. Chega. CHEGA!

Não quero mais falar de amor, de versos, de músicas bonitas que eu ouço. Não quero lembrar dos textos da Lispector, da Martha Medeiros ou da Fernanda Mello. Quero esquecer o que me emociona. Tudo eu ligo a você. E isso vai ter que acabar.

Vou até pedir pras amigas pararem de me mandar textos bonitinhos e que sabem que eu fico chorando no final. Sempre comparando. Sempre imaginando. Sempre querendo mostrar pra você.

QUE SE EXPLODA!

Tenho que parar de ler blogs açucarados. Tenho que parar de escrever sobre sentimentos. Tenho, obrigatoriamente, que parar de procurar amor nas palavras. Isso cansa.

Eu cansei, po.

CANSEI!

Não, eu não estou falando o que quero e depois vou ficar com cara de cachorro que caiu da mudança.

A gente nem precisa parar de conversar, de se ver. Eu vou precisar saber de você todos os dias da minha vida. Mas eu só não quero falar dos meus sentimentos. Você não merece saber dos bichinhos. São frágeis demais e eu já estou pensando se vou chorar quando postar isso aqui, ou vou virar a cara, fechar a página, desligar o computador e só pensar nisso amanhã. E na academia. Num horário que não dá pra pensar em você.

Você merece não me reconhecer. Você merece uma bola de neve. Merece me ver dançando e não poder chegar perto. Que eu me movimente e tenha aquele balanço. Que haja brilho. Que você olhe. Que procure meus olhos nesse momento. E que eu não consiga te ver. Porque é quando esses malditos olhos encontram os meus que tudo se perde. Não. Eu não vou olhar. NÃO VOU! Senão, todo esse texto vai por água abaixo e eu dançarei pra você. Somente pra você.

Chega. Terminei.

 

Naiane Feitoza.

 

(depois eu explico porque mudei a cara do blog.)

 



Escrito por Nika às 02h26
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Sobre um Eu e um Você

 

Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto?

Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim?

Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim.

Olha, amo você. Não te entendo, mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco e lindo que eu.

E você sente, meu Deus. Sente lindo e às vezes assustadoramente.

Suas palavras são tão eternas que eu poderia morar nelas e ser cada letrinha de suas frases. Me salva no seu computador, escreve uma história linda para me matar de vez.

Você me salva! Não salva?

Você deveria amar meu lado obscuro.

Você gosta mais quando eu fico brava. Mas você poderia amar o que há de pior em mim.

Não, não tente resolver partir sozinho, porque eu não vou deixar.

Então leva. Me leva e não devolve.

Me leva e constrói um bar, vamos ler Vinícius, ficar bêbados da melhor Vodka, vamos fazer alguma coisa grave porque nada mais nos resta. Te resta? Eu te resto. Eu e nossa loucura.

Nossos planos foram reduzidos a pó.

Junta nosso lixo, joga tudo fora. Mas joga mesmo. Não acumule o que não vai ser útil. Jogue no ralo a ira passada.

Você acha que não temos nada pra sonhar. Mas temos vida, um coração que ainda bate. Temos nossa falta de juízo, nossas palavras, nossos livros e uma imaginação sem fim. Será preciso mais?

Se for preciso eu canto “Oh My Love” do Jonh Lennon. Eu volto a fazer Balé só pra você me ver rodopiar. Eu aprendo a gostar de ficar em casa e você aprende a não me pedir para sair. Eu não vou precisar sair com você lá dentro. Eu já não preciso porque você está aqui dentro.

Onde mais você poderia estar? Aqui, nesse lugar que nem eu, nem Freud ou a Maria Bethania entende.

Meu coração não sabe mais como é ficar sozinho. Você tomou conta de algo que nem era pra ser dividido.

Lembra-se como era antes?

Antes de você chegar?

Eu lembro. E quando penso nisso, conto uma historinha pra mim mesma. Aquelas histórias que a gente espera que nunca chegue um cavaleiro de lugar algum e não sonhar com frases do tipo: “nascemos um para o outro”.

Minha frase inicial era: paixão, nunca mais.

Depois de esquecer o mundo e das pessoas que eu nem me importava mais, sentia que nunca iria amar alguém de novo. Pelo menos eu achava que um dia tinha amado.

Eu sentia que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema.

Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Feliz. Minha imaginação me preenchia, meus amigos me dão colo, vodka e dias incríveis.

Aí do nada você surge. VOCÊ!

Você que é diferente de tudo. Você que é tudo. Mas tudo não existe. Você sim. Você existe. E gosta de Leitura, de praia, de palavras simples e dormir agarrado.

Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno. Ele que me abriu o verbo, me fez chorar, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu. Lá de longe, no fim do mundo, ele me sentiu.

Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida. Entenderam? Ele me deixou tímida!

E me mandou músicas lindas, versos lindos. Devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo. Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar. É, ele me olha.

Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar... Ai, pára tudo!

Eu quero um All Star porque eu vou casar. Eu não gosto de tênis, vivo de salto ou chinelo, mas eu quero um All Star 36 porque eu vou me casar com ele. Eu sinto que se ele pedisse agora, eu casaria até sentada em um pátio público da prefeitura.

Porque planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo para sentir e estou sentindo isso agora. Mesmo que o amor tenha tomado outro rumo.

E eu sinto que quero estar com ele. Agora. Quero viver com ele na casa de armário pequeno, ter uma filha que não se chama Maria e viver de amor. Sem medo. Sem planos a longo prazo. Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele. Até o fim.

 

(Adaptado do texto de Fernanda Mello)

 

Não tenho culpa se ela "me escreve".

Mas que está bonitinho... isso está.

 

Que volte o sentimento. POR FAVOR, volte. ;)



Escrito por Nika às 20h42
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