Quero ver Irene rir. Quero ver Irene dar sua risada.
   



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Diga: "Tchau!"

 

Acabei de acordar serelepe com uma coisa na cabeça.

Sim, a coisa é ME DESPEDIR.

 

Gente, a história é a seguinte: este blog acabou.

Eu sempre gostei muito de escrever nele, mas não tem mais jeito, acabou a paixão por ele.

Não estou fazendo por maldade. Longe disso. Estou apenas desistindo de umas coisas, e ele faz parte disso.

Mas, NÃO FIQUEM TRISTES, meus caros fuxiqueiros que adoram ler isso aqui.

Eu jamais deixaria o mundo sem o meu “ato falho”, ou seja, minhas palavrinhas tooooortas.

JAMAIS!

Eu estou mudando de casa, minha gente. Estou mudando de endereço. #)

 

Meu novo bloguito ainda está com características azuis, ainda está com essa fonte meio gay e a Irene continua rindo.

 

Meu novo endereço é http://naianeirene.blogspot.com/

 

Eu nem consegui aprender esse endereço porque é muita frescura pra um lugar só.

Pois bem, lá na nova casinha, eu explico o por quê deste abandono. ;~~~

 

E VAMOS LER DO LADO DE LÁÁÁÁÁÁ...

#)

 

Urrú! Mais caracteres.

 

;P

 

“E nossa história não estará, pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar... E até lá, vamos viver. Temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás, apenas começamos...”

(Metal contra as Nuvens – Legião Urbana)

 



Escrito por Naiane Feitoza às 07h10
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O pedreiro e seu galope

Vou descrever uma cena típica de toda espécie feminina humana:

A criatura sai da sua casa com a roupa menos atraente, meio de mau-humor, com vontade de se embebedar com a primeira garrafa de coca-cola que encontrar pelo caminho. Sim, isso se chama TPM, e eu quero relembrá-los de uma coisa: “Se você não quer uma mulher com TPM, vá comer um macho, porra.”

Voltando ao assunto...

Sim, a mulher quando está nesses dias, que só Deus as entende e o resto do mundo quer jogar na primeira fogueira que aparecer, ela não quer saber de você, querido e bom homem. Claro que ela não quer saber de você. Ela quer saber dela, da dor dela, das fantasias e frescuras dela. Não de você, seu patético que se intitula “entendedor de mulheres”. Nem nós nos entendemos (mentira!), imagine você e esse seu pênis que serve de enfeite de cueca. Nos poupe.

A propósito, havia esquecido o enredo da história por, TAMBÉM, estar de TPM.

Pois bem, a criatura que não quer ser desejada hoje, sai de sua querida e linda casinha para a tal “compra suicida”, aquela coca-cola que mencionei no início do texto. Enfim, na volta, com o líquido precioso nas mãos e descendo pela garganta, damos de cara com uma construção, mas algo nos diz: “ande rápido. Rápido, criatura.”, mas é tarde; você ouve o que menos quer ouvir naquele momento. A famosa “cantada”, “piada de pedreiro”, ou melhor, “desespero de pedreiro”.

E tudo isso vem com a melodia mais animadinha do samba: “ô coisinha tão bonitinha do pai”.

Puta merda. Sinceramente, quando a gente mata um bando de desocupados (pararam de trabalhar pra olhar uma bunda passando? DESOCUPADOS!) assim, a Lei ainda vem com um papo de amparar.

Me nego a lembrar do que respondi no momento que isso aconteceu (sim, aconteceu comigo), se bem que todos começaram a rir (porque homem não presta mesmo) e por fim, mandei um belo cotoco.

Gente, é NORMAL ficarmos revoltadas com essa atitude. E quem vier com aquela história de que “se você quer saber se alguém ainda quer te comer, passe em frente a uma construção”, eu sou capaz de enfiar a mão na cara. ISSO É LENDA! Quando que, uma mulher em sã consciência, vai querer ser desejada por um bando de homens que cantam o “créu” pra ver se a mulher da uma animadinha? Me desculpem as que “gostam” disso (é, tem uma rara espécie de mulheres que gostam dessa baixaria), mas vá catar coquinho quem pensa que isso é erótico. No mínimo é suicídio social e morte ao ego.

Não. Definitivamente, não é o fato de eu estar com TPM exposta (eita, lêlê) que eu vou odiar uma atitude daquela. É porque aquilo ali é imoral. E você está lá, toda arrumada ou não e vem um ser, sabe-se lá de onde,  com aqueles assobios, aquela palavra medonha parecendo que saiu da boca de um cachorro quando viu uma carne no lixão: “GOSTOSA”.

É de meter nojo até na Rita Cadilac, Leila Lopes e credenciadas, meu bem.

Nós já sabemos de tudo isso. Juro que sabemos. E nem precisamos de uma torcida do Vasco pra dizer que somos gostosas. Não precisamos do gari, do ceguinho, do tortinho, do vendedor de grampos pra cabelo, e muito menos, do cara que tem o carrão. Se vocês soubessem como aborrece esse negócio de buzina. Desespero não combina com cantada.

ENTENDAM ISSO, PELO AMOR DE DEUS!

Estou falando do fato de vocês serem inconvenientes, enxeridos, devassos e mais outros adjetivos que nem lembro agora.

Vocês acham mesmo que depois de uma frase torta no meio da rua, veja bem, no-meio-da-rua, nós vamos agradecer pelo “elogio”?

Acham mesmo que vamos correr na direção de vocês e lhes dar o número de telefone? Fui até gentil com essa historia do telefone, porque a grande maioria, não tem nem dinheiro pra colocar um crédito no celular. O negócio deve funcionar ali mesmo. Eles pediriam uma “trepadinha” num “buraco da construção”. QUE ÓDIO!

Eu fico puta da vida e enojada com a falta de consideração de vocês. E quando eu falo “vocês”, eu digo para os homens que têm amigos ou conhecidos que fazem esse tipo de palhaçada. As vezes nem se conhecem, mas sabem-se lá.

Nossas bundas, nossas pernas, nossos cabelos, sorrisos e barriguinhas não são artistas de palco. As mulheres podem até gostar de ser elogiadas, mas não gostamos NENHUM POUCO dos brutos que encontramos a cada esquina.

Pra você ter uma idéia do que eu to falando, eu já ouvi (e daria tudo pra não ter ouvido) uma frase tão infeliz que até hoje penso nessa droga: “Meu amor, você não anda, você galopa”.

GALOPA? GA-LO-PA?

Quem galopa é a pobre égua da tua mãe, que não pensou direito ao parir você, SEU JUMENTO. (enfim, égua não pare jumento, mas aqui vale tudo).

Sério, eu to revoltada com isso. Tão revoltada por mim e por todas.

Mas não pense que eu sou bonita, não. Nem chego perto de ser. E tenho muita pena das mulheres maravilhosas, daquelas, estilo comercial de perfume importado, sabe? Aquela deusa que até nós mulheres paramos para olhar. Dessas, sim, eu tenho pena. Eu que sou feinha já sofro, imagine aquelas lá.

Enfim, homem é um bicho que deveria parar de dizer que é superior. A cada dia que passa, eles vão e voltam das cavernas. Só faltam dar com um porrete nas nossas cabeças pra mostrarem algum interesse.

HOMENS!

 

 

 

 

Sacanagem!



Escrito por Naiane Feitoza às 20h38
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Pedrinha azul.

Hoje eu queria ser feita de pedra. Ser feita do mármore mais bonito e mais negro que existe.

Eu não queria mais ouvir, sentir ou viver alguma coisa.

Não, eu não estou pra suicídio. E muito menos com aquela frescurinha de “sentimento morto e enterrado” que as pesoas têm mania de chamar de “depressão”. Longe disso.  Que se foda a depressão. Hoje eu estou pro “ta doendo e quero que isso pare já”.

Sabe quando você quer sumir de tudo e de todos? Sabe? Então me ensina ai, porque eu to querendo fazer isso tem um tempinho.

É tanta coisa nessa cabeça que não para de pensar, esse peito que não para de doer, e esse corpo todo, que não para de sentir. Sentir aquelas malditas dores que a gente pensava que nem sentia mais. Eu, pelo menos, estava sem isso, sem essas dores, sem esses pensamentos.

To chateada com a política. To chateada com essas crianças que dão dores de cabeça. Estou, completamente revoltada com injustiça. E eu falo de todas as injustiças existentes. Desde a história de Chico Mendes, até a derrota do Brasil na última copa do mundo.

Eu fico doente quando vejo o amigo que trai o outro amigo. Ou aquele papo do moleque que a gente confia na hora que vai estacionar o carro. Essa é a pior espécie. To com raiva do cara que a gente ama, aquele que sabe que é amado e ainda vacila feio, te falando o que você, nem ninguém nesse mundo, não merece ouvir.

Eu to revoltada, magoada, amargurada por ser tudo difícil.

Ta, você vai me chamar de mimada, fracote e mulherzinha, e que se eu to achando ruim, é pra eu procurar coisa melhor pra fazer.

Pois era isso mesmo que eu estava pensando em começar a fazer.

Pra gente não se incomodar mais com o mundo,  temos que nos desligar de tudo, não é?

Pois então, vou ler os livros que tenho (quero) ler. Vou terminar minha dissertação pro meu curso (de uma vez por todas). Vou avisar pra todo mundo que meu celular não recebe mais ligação de gente inútil. Vou queimar minhas revistas com notícias do mundo; e por quê não queimar, também, os livros? Vou parar de ver TV. Vou até sair da frente do computador e, me obrigar ao máximo a ficar trancafiada dentro do meu quarto.

Vou me prender à minha imagem no espelho.

Como nunca fiz isso antes, e as pessoas dizem que é fácil se desligar das coisas, acho que é um bom caminho, um ótimo começo.

Isso mesmo. Vou seguir a musiquinha do “to nem ai, to nem ai. Não vem falar dos seus problemas que eu não vou ouvir”.

Mas, porra! Espera ai. Você ta me dizendo que não é bem assim?

Vai me dizer que estou sendo radical?

Como eu adoro os seres humanos e suas jogadas de “não é bem por ai”. Ou é, ou não é, meu bem.

Ahhhhhh. Então como é?

Como se esquece? Como se desliga? Como se deixa prender por outras coisas?

COMO ESQUECER ESSAS DORES E ESSES SENTIMENTOS? COMO? (estou gritando pra você que disse que é fácil)

Eu to tão cansada, sabe?

Tudo poderia ser mais fácil, mas NÃO É.

Eu poderia estar preocupada só com a minha vida, mas isso também me causa problemas. Hoje mesmo, por exemplo, eu já nem me sinto mais a grandalhona (mentira. Sempre vou me sentir). Não sei como sair de certos buracos que a gente mesmo cavou. Se vou ter pique pra ir a aula amanhã, ou ceder pra um convitinho de fulaninho pra me fazer rir.

To com raiva até da bebida. Ela é a que mais me faz lembrar das coisas. Daquelas coisas que eu queria, desesperadamente, esquecer. Que ódio da bebida!

Fico imaginando uma pedra. Porra, uma pedra. Ela está ali, paradinha, sem fazer nada a ninguém, e ainda tem gente que a odeia. Sério, não é viagem minha. Dê uma topada na dita cuja pra você saber do que eu estou falando.

Pois bem, voltando a pedra: ela estava no cantinho dela, sem mexer com ninguém. Ninguém a notava, a não ser que ela fosse bonita ou estivesse em um lugar de destaque. Um dia, joãozinho bate sem querer os olhos nela. Nossa, acha a bichinha  bonita e a leva pra casa. Olha pra ela, fala que é a coisa mais bonita que já viu (gente, existem pedras bonitas. Suponhamos que essa pedra seja azul. Assim fica mais interessante). Depois de um tempo, a pobre cai no chão (porque um dia, as coisas caem mesmo) e ele, o tal apaixonado Joãozinho, bate seu lindo dedo mindinho na pedra azul. Sabe “a topada”? Aquela que você manda até a tua imagem no espelho à puta que a pariu? Pois bem, nasce o ódio pela pedrinha. E ele roga pragas e mais pragas, e a pobre “coisa” nem tem como se defender. Porra, e como teria? Pedra não fala, po.

Sinto que joãozinho jogou a pedra fora. Aquela que ele tanto gostava. Vocês sabem o final disso. Sabem que eu to me sentindo essa pedrinha, né?

Poisé, desabafando com uma amiga um dia desses, pensei que eu teria todos os motivos do mundo pra não estar mais entre os vivos. As pessoas que eu mais amo nessa vida me trataram como lixo uma vez na vida (ou várias). E eu falo de gente de casa mesmo, sabe? Daquelas que a gente nasce, cresce, se atura e faz de tudo pra não cometer homicídio. Os parentes. (tive e tenho muitos problemas com isso. Mas deixemos de lado)

O fato é que estou me sentindo como esta merda de pedrinha azul (hoje). E sei que isso vai passar lá pra uns dias. Vou dar minhas gargalhadas e soltar minhas piadas. ME CONHEÇO (e vocês também).

Mas enquanto isso não chega, deixa eu dizer que ta doendo?

Hoje eu estou tão sensível que queria mesmo mostrar esse ladinho (zinho) meu.

Deixa eu chorar na frente dos outros?

Deixa eu desabafar pra um desconhecido? Porque eu queria muito um abraço.

Deixa, por favor, eu mostrar que estou sofrendo que nem um cão sarnento e essa minha cara dura, nada mais é que um orgulho ferido?

Todas as noites eu penso: “Hoje vou pedir pra acordar com amnésia amanhã”. Pra esquecer tudo quando acordar, pra não ter que ficar triste de novo. E Hoje eu to pedindo pra você deixar eu sofrer, porque, quem sabe assim, eu esqueça junto com o grito que vai sair, a lágrima que vai descer, o olhar perdido no nada e as lembranças que vão surgindo. Vou tentar apagar tudo com aquela borracha que a gente pensa que tem (eu penso. Você não?).

Sério, vou chorar o choro mais dolorido. Aquele que eu guardei dos dias passados e não tinha coragem de derramar. Por mais que eu dissesse que fosse de raiva, mas você sabe que é por amor desperdiçado.

Tudo isso porque eu estou me sentindo aquela droga de pedrinha azul.

 

Naiane Feitoza

 

*escrevi esse texto ouvindo More Than Words (extreme).

 



Escrito por Naiane Feitoza às 05h04
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Revolta reservada

 

Fiquei realmente arrasada com a derrota do Camilo Capiberibe nas eleições para prefeito de Macapá. E senti que não estava só quando recebi inúmeros e-mails e conversas no msn de amigos lamentando a derrota. Há muito tempo não via uma mobilização tão grande pelo menos no universo no qual vivo. Camilo seria uma renovação. Uma esperança de, pelo menos, alguma coisa diferente. O tal novo começo de era que Lulu Santos cantou, com gente fina, elegante e sincera.

Sinceramente não conheço muito do Roberto Goes (a não ser por sua enorme família que insiste em ficar no poder em Macapá), nem tenho nada completamente contra, a não ser o fato dele me parecer igual aos outros. Mais do mesmo. Um Waldez  mais jovem. Engomadinho com aqueles discursos prontos. E, de certa maneira, até mesmo cafona. Uma continuação do que já está. Pode até ser que melhore alguma coisa. Mas a essência vai continuar intacta.

Pena. Acho que a renovação se faz fundamental quando as coisas não andam bem. De qualquer jeito, meus parabéns ao Camilo e à Família Capiberibe, em quem sempre votei para o Senado, Governo e Prefeitura, essa família é da linhagem  dos poucos politicos que nunca me decepcionou. Sempre peitou o Brasil velho, obsoleto e coronelista que reina em Brasília. Sem falar em outra$ coi$a$ mai$.

Minha querida Macapá pode até não perder. Mas com certeza deixa de ganhar.

Apesar de estar longe e ausente dela, peço que só não pare de rir. Nem de fazer rir. O resto, a gente vê se conserta nas próximas eleições.

 

 

 

** Este lindo e dramático texto não é meu. Bem que eu queria ter essa "classe" pra falar DO que aconteceu no meu estado.

Mas, como sempre leio o Blog do Bruno Mazzeo, vi que ele também sentia a mesma dor que eu. Então, por ser honrada em minhas coisas, afirmo com as palvras dele (e minhas também) que está doento esta derrota, e dói mais ainda (o que nem quis citar no texto) a BURRICE das pessoas. Talvez nem cheguemos a tanto. Talvez não seja burrice, mas CEGUEIRA.

E Não, não estamos no livro do Saramago "Ensaio sobre a Cegueira". Esta droga é real, infelizmente.

 

Meu silêncio à ignorância.



Escrito por Naiane Feitoza às 18h59
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Reflexões solitárias e emprestadas...

 (Foto: olhares.com)

 

“E um dia virá, sim, um dia virá em mim a capacidade tão vermelha e afirmativa quanto clara e suave, um dia o que eu fizer será cegamente, seguramente, inconscientemente, pisando em mim, na minha verdade, tão integralmente lançada no que fizer que serei incapaz de falar, sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento.

Eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro!

O que eu disser soará fatal e inteiro.

Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões. Não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante; sempre fundido, porque então viverei.

Só então serei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas.

Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a compreensão de mim mesma em certos momentos brancos, porque basta me cumprir e então nada impedirá o meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo."

 

(in Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector)

 



Escrito por Naiane Feitoza às 17h10
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EGUDA

 Hoje eu fui agredida. Agredida por uma vontade enorme de dizer quem eu sou.

Fui agredida com aquela voz irritante de pessoas que ainda duvidam que eu sou uma garota legal.

Oras, eu sou uma garota legal. Mas não. Não confunda “boa” com “caridadosa”. Isso eu não sei ser, e acho que nunca fará parte da minha essência.

Eu não sou perfeita. Eu sou só legal. E muitas vezes MÁ. E ser má me dá um gosto azedinho na boca (porque não gosto de doce).

Eu chamo muitos palavrões, tanto que vejo pessoas ficarem com o rosto corado. Tenho um péssimo hábito de não gostar de quem machuca os meus amigos. Isso é como se fosse uma ofensa a minha inteligência. Ou seja, ME METO SIM.

Não me irrito de ser chamada de filha da puta, vagabunda. Não to nem ai com quem manda eu me foder, ou tomar no cu. Desde que não seja alguém que eu goste muito. Mas não me chame de burra. ISSO NÃO. Ai você ta pedindo pra eu ser grossa e mostrar que a minha mão pesa e o meu orgulho existe.

Eu não sei amar pela metade (tinha que falar de amor). Não sei confiar pela metade. Não sei dizer que gosto se eu não gosto. Não, não sei fingir que sou amiga. Ou eu gosto de você e sou sincera, ou vou ser aquela que nunca te dá atenção.

Também sei “desamar”. E quando isso acontece, acho que nem preciso dizer que nunca mais será a mesma coisa. Porque eu também não sei ter raiva pela metade.

Já tive ódios. Já tive retrospectivas da minha vida. Já tive vontade de me vingar e nada aconteceu.

Sabe, vou te contar um segredo: o tempo sempre me ajuda, e eu nunca preciso sujar as minhas mãos.

Vou explicar uma coisa: eu sou uma mulher, garota, menina, fedelha, gostosa e cheirosa que todos poderiam ter. Contei que eu tenho pernas bonitas? É. Mamãe as me deu quando nasci. Meu melhor presente. Tenho uma bunda grande, um sorriso que apertam os olhos e todo mundo acha bonito.  Sério. Sou tudo isso ai. Mas como eu havia explicado, nada funciona pela metade comigo. E eu não me entrego pela metade. Se eu estiver só com interesse superficial, nada acontece. O meu negócio é ser conquistada.

Sou do tipo que vê os amigos como algo que sempre será meu porto seguro. Sei que estarão ali e o meu amor é imenso. Enorme. Só deles. O meu amor pelos amigos é único, e não duvidem quando eu digo que os amo.

Sou uma chata de carteirinha. Sou morena dos cabelos cacheados e assumidos. Tenho a voz grave, mas que sabe ser aguda quando eu quero dar escândalos. A propósito, meus escândalos são medidos. São para platéia escolhida.

Eu não nasci para morar em São Paulo ou em Brasília. Nasci pra morar onde tem pouca gente, onde ninguém me assuste com um assalto. Com certeza eu morreria na primeira tentativa. Contei que sou muito valente? Poisé. Sou valente as pencas. E o marginal ia ter tanta raiva de mim que acabaria me dando um tiro na cara. É, e esse seria o fim da valentona.

Concordo que não sei brigar, mas minha língua e meus dedos têm um poder que você nem imagina. Sou séria. Sou tapada e sou completamente irritante.

Mas é claro que tenho meus momentos de donzela, de princesa, de rainha.

Aqueles momentos em que todo mundo acha que eu sou sensível. E confesso, até chorona eu sou. Sou melosa, apaixonada e me entrego de corpo e alma a quem eu amo. Entrego tudo. Até as chaves de casa.

Fico besta com filmes bonitos. Choro com músicas lindas e suspiro com as coisas que o Edu, aquele personagem do Fábio Assunção em Coração de Estudante (e daí? Eu amei aquela novela), falava coisas pra Clara (Helena Ranaldi). Gente foi a novela mais bonita e engraçada que eu já parei pra assistir.

Eu já tenho música pro meu casamento. Tenho música com ex-amor. Tenho música com cada uma das minhas amigas.

Mas, infelizmente, tenho um gosto pra músicas meio duvidoso. Gosto de dançar forró e cantá-los no último volume da minha garganta. Adoro pagode, samba e tudo que lembre remexer o corpo. Sou viciada em Janis Joplin quando estou depressiva, quando estou de péssimo humor ou com raiva do mundo. E gosto de ouvir aquela voz rouca dizendo:

“And each time I tell myself that I, well I think I've had enough, But I'm gonna show you, baby, that a woman can be tough.

I want you to come on, come on, come on, come on and take it, Take it!

Take another little piece of my heart now, baby!”

Que mulher maldita! Me arrepiei toda aqui. Quando ela canta isso, eu fico tremendo. Sim, estou ouvindo Janis agora e ela está dentro de mim. Aqui. Gritando.

Eu acho que nasci na época errada. Só pode!

Eu sou antiquada. Não fico por ficar. Não saio pra olhar ninguém. A não ser que seja alguém bebendo na boca de uma garrafa de cerveja de 600ml. Arranca até aplausos meus.

Droga, me deu vontade de beber. Porque quando eu bebo, não fico triste. Aliás, eu bebo pra sorrir. Pra lembrar das coisas boas. Pra rir das coisas que estão sendo planejadas. Pra lembrar dos amigos, do passado, dos sonhos e que muitas coisas virão. Bebo pra cantar sem vergonha. Bebo pra dizer que danço bem. Bebo pra ignorar mais ainda quem me olha. Eu bebo porque estou triste e acabo ficando feliz, radiante. Não consigo chorar bebendo.

Sou daquelas que só choram quando deitam na cama. No silêncio da noite. Na presença da lua.

Me dei conta um dia desses, também, que não sou muito chegada a gente, não. Eu acredito no homem, no amor e nas suas filosofias. Mas não quero muito perto de mim. Ter razão e transformar isso em emoção me deixa com nojo. Não. Não é comigo. Sou muito emotiva pro gosto alheio. Então, prefiro as “gentes” meio longe. Até que me provem que os sentimentos estão valendo a pena sentir.

Sou daquelas que se veste pra si. Que fica cheirosa para os outros, que balança o cabelo pro vento. Sou a que fala sozinha na rua. Canta sozinha na rua. E tudo isso sem i-pod.

Sou aquela que faz os testezinhos das bandejas dos shoppings. Que vai ao banheiro público só pra ver se a testa ta brilhando de oleosidade.

Odeio batom de dia. Odeio sair de dia, pra dizer a verdade. Mas adoro praia. Adoro carnaval. Adoro festas de São João e as festas de final de ano.

Gosto de abraçar apertado e rir alto, gostoso. Gosto de falar olhando nos olhos (mesmo que seja mentira).

Mas eu odeio que me enganem. Odeio que me esqueçam. Odeio, de coração, que deixem de me amar.

Gosto de sexo. Gosto de rock and roll, gosto de beber água quando acordo.

E gosto de escrever... Gosto quando as palavras se juntam e causam coisas. Causam raiva. Causam alegria. Revelam amores e saudades.

Adoro as palavras. De trás pra frente. De cabeça pra baixo. Intensas ou não.

Gosto do que estou escrevendo e mostrando que eu sou tão igual e tão diferente de todo mundo.

Não sou bonita, nem tão pouco feia. Não sou metida, mas como diz uma amiga minha: “Você é a mulher mais EGUDA que eu conheço”. (esse EGUDA vem de ego).

Não, eu nem me ofendo mais. Porque eu sempre achei que eu sou melhor. Sempre achei que o melhor tem que fazer parte de mim e de quem me rodeia. Tenho um ego do tamanho do mundo. Mas o meu amor é maior.

O meu amor pela vida. Pelos meus amigos e por quem me ama, assim, do jeitinho que eu sou. De boca suja ou não. Mas com o coração limpo.

 

E viva à EGUDA!



Escrito por Naiane Feitoza às 23h39
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Como eu quero

 

Ei, você ai. É, você mesmo. Tenho uma coisa pra te dizer, mas não conte a ninguém dessa minha decisão.

To aqui pensando como vou voltar a falar que ainda te quero e como te quero.

É. Como eu te quero. Isso mesmo que você leu. Ou finge que não lê?

Você achava mesmo que eu tinha desistido de nós?

Eu “lá” sou mulher de desistir de algo, criatura?

Não sou. Nunca fui e nunca serei.

Então vou te contar o que eu pensei essa noite. Essa noite enquanto eu estava tendo um flash dos nossos melhores momentos. Aqueles que eu finjo que esqueci e prefiro não lembrar.

Lembrei de uma coisa que eu nem fazia idéia. Lembrei que você não precisa ser perfeito. Que nada precisa ser para sempre. Que o amor não precisa ser o maior de todos, desde que seja imenso.

Lembrei que eu aceito defeitos de várias espécies, menos a indiferença.

Já vi no filme, na novela, no romance, e até na vida real (se bem que ainda faz parte de mim), que o amor deixa a gente diferente.

Sei que já foi mais freqüente, ou porque antes a gente era diferente, ou porque o mundo era outro, mas ouvi dizer que existe ainda.

É raro, eu sei, apesar disso procuro não me perder.

Os outros vieram louros, morenos, bonitos, feios, médios, esquisitos, muito magros, meio broncos, não importa, você apareceu. Confesso, isso me irritou.

Se você tivesse alguma coisa de Malvino Salvador misturado com Manoel de Barros, seria ótimo, mas não chega a ser exigência.

Mas tenho coisas pra te relembrar. De preferência, que você ligue todos os dias, sempre morrendo de saudade.

Seria lindo se me desse rosas vermelhas (mas também não precisa).

Exijo apenas que me beije arrebatadoramente sempre que a gente se encontre.  Que fique pelo menos um pouco triste toda vez que a gente brigue. Que fique bambo, às vezes, quase morto de desejo.

(Não vou sugerir aqui a possibilidade de exagerar um pouco, se for preciso, para me deixar mais contente, apesar de saber que essa é uma solução possível.)

Procuro em você aquele amor de verdade (mesmo que minta, muito raramente).

Estou plenamente consciente de que não é fácil.

Que dá trabalho.

Medo.

Insegurança.

Dúvida.

Dívida.

Traz cobrança.

Problema.

Sofrimento.

Ainda assim, estou preparada para arriscar, chorar, me descabelar, me virar, rebolar, me atirar do 8º andar, se valer a pena.

Prometo estudar sociologia, se for o caso, para tentar entender se antigamente os homens eram mais atirados ou se as mulheres é que eram mais simples. Se chegar a uma conclusão não muito satisfatória, prometo ainda dar a volta por cima.

Só vou dar uma única dica: atenção, mulher gosta de ser seduzida. EU gosto de ser seduzida.

Através de pesquisas, observações, entrevistas ou o que se julgar necessário, procurarei compreender os motivos que levam o sexo masculino a priorizar o trabalho e o sexo feminino a dar tanta importância ao amor. (Será essa a maior dificuldade de todas?)

Levarei em consideração fatores biológicos, históricos, atávicos, hereditários, atípicos.

Juro que, para me inspirar, vou ler muita poesia.

Me comprometo a ser doce, louca, carinhosa e compreensiva, na medida do possível.

Garanto aprender culinária, se isso for imprescindível.

Faço qualquer negócio.

Só não quero me jogar e depois ouvir um “ah, porque não sei que lá”.

Porque não sei que lá, o cacete. Aceito tudo, a não ser desculpas esfarrapadas.

Faço questão de um mínimo de certeza, o suficiente para viver alguns dias felizes e algumas noites muito quentes.

Não abro mão de uns poucos detalhes: segredo no ouvido, muita libido e pelo menos um olhar apaixonado por semana.

O ideal é que o começo seja explosivo e o final – se houver final – seja por alguma razão inevitável.

Não é difícil me encontrar. Você sabe. Tenho uns 20 e tantos anos, tenho lá os meus encantos, me chamo pelo nome que você tem na boca. Tenho sonhos, desejos, raivas e moro perto. É, bem perto. A propósito, venha logo, senão outra pessoa vê essa descrição e será tarde. Você sabe como são os homens.

E sim, estarei espalhada pelo mundo inteiro e você não conseguirá me juntar de novo. Não daquele jeito.

 

Naiane Feitoza

 

*Trechos retirados de:

Adriana Falcão, crônica Procura-se um amor, publicado na Veja Rio, 27 de novembro de 2002.

 

 



Escrito por Naiane Feitoza às 16h38
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Dia da Irene! x)

Irene chorou... e chorou MUITO ao ler o que vou mostrar hoje.

Eu agradeço de coração a TODOS os Parabéns que recebi, as ligações, scraps, mensagens e abraços (sei que o primeiro abraço da noite, que bateu na minha porta com a roupa idêntica a minha, foi tão forte quanto a isso  que vou mostrar agora). Sempre tem alguém que salva a gente.

Hoje meu post não é pra mim, é pra ela. Monique Valente. Pelas palavras de amor...

 

*Tirei o nick dela da maioria, pq o meu blog é de pobre. Então, os caracteres são CONTADOS a dedo. Iahaioahoiahaoi.. #)

 

Depois de uma longa pausa pra 3 mil conversas, briguinha, ciuminho,  vem a melhor parte. A depois do xixi...

 

MoniQuA #) diz:

Deixando no banco de reservas os velhos votos que normalmente damos em aniversários, eu quero mesmo é aproveitar a oportunidade de dizer pra ti, querida nariguda, que ter a sua amizade é uma das coisas mais importantes que eu poderia ter conquistado na minha vida.

MoniQuA #) diz:

(e agora eu vou te falar o porquê)

MoniQuA #) diz:

Haha...Parece meio clichê as questões de confiança, de "te amo", de "amiga de verdade", mas comigo - em relação ao que sinto hoje - é pura veracidade!   E acredite, não é pq confio em vc ou pq vc confia em mim. NÃO É!

Essas coisas de confiar a gente da até pra quem a gente conhece no banheiro de um barzinho.

Eu to falando de carinho.

Isso é raro!

Vc sabe, Maria tossuda (de tosse), que eu ja tive muitas amigas, ne?

Mas o que hoje determina eu diferenciar quem eu quero perto de mim das que eu quero distante, é a questão do carinho. Pq, Naiane.....NAIANE! Eu seeeeeeeeeeeei, amiga o quanto sou bem recebida nesse seu coração.

Eu nunca vou esquecer de quando deixamos de nos falar...

De um dia que nos cruzamos la embaixo da seama

Que a gente foi se olahndo pelo reflexo da vidraça...HAHA

Vc lembra disso?

•● Naiane ●• diz:

lembroooo

•● Naiane ●• diz:

perto da xerox

MoniQuA #) diz:

OOo...Eu nunca (apesar de míope) vou esquecer de um olhar chamado "saudade".

Aquele olhar que vc meio de canto de olho me deu.

Hahaha...

•● Naiane ●• diz:

(PIOR do que chorar, eh ver você me olhando chorar...pqp)

MoniQuA #) diz:

Dizem muitas coisas sobre olhares, cantam inclusive que os olhos falam...

E os seus falaram naquele dia.

É sério...EU NUNCA ESQUEÇO AQUELA CENA.

Foi por causa daquele olhar, pelo reflexo da vridraça, que eu fui atrás de ti pra dizer que também sentia saudades, mesmo sem vc ter me dito nada verbalmente.

E foi a partir daqueel dia (mesmo a gente ja saber q éramos amigas de verdade), que eu tive a certeza de que vc é uma daquelas almas gêmeas que a gente encontra na nossa caminhada.

Porque eu sentia e senti naquele dia um vazio que jamais vou saber definir.

Um vazio que eu jamais quero sentir de novo.

E NAO...Isso não é gay, viu?

Eu to falando de carinho.

Amiga, eu to meio atrapalhada nas palavras, mas eu vou ao que quero te dizer..

A gente sempre le que as pessoas entram em nossas vidas por acaso e que não é por acaso que elas permanecem. E esse "não por acaso" chama-se missão.

E eu descobri que a sua missão na minha vida sempre, sempre e sempre vai ser me dar lições de amar, de saber amar, de como amar, de como desamar.

Tipo professorinha, sabe?

É no cotidiano (longe) contigo que eu aprendo SENTINDO e praticando depois que o amor é o sentimento mais maravilhoso de se praticar, de se sentir, de retribuir...

Amor de amigo então, nem se fale.

E eu queria te agradecer infinitamente pelos ensinamentos que vc ensina sem saber que ta ensinando a mim.

Te odeio. Bah.

Feliz Aniversário.

Obrigada por existir.

;*

 



Escrito por Naiane Feitoza às 02h07
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Deixa eu explicar

 

AeEeEe... O blog mudou de cara rigorosamente.

Assustados?

É, eu também me assustaria se visse o blog da Fernanda Mello mudado. Se estivesse com outra cor e outro título.

Mas vamos as explicações.

Primeiro, minha gente, por que eu mudei de cor?

SIMPLES, eu amo azul e eu já estava cansada daquele negócio do antigo Template: “Eu e você”. Fora que não era azul e tava muito batido.

Quem me conhece sabe da minha paixão por azul, e mais, de todos os azuis e tons que existirem. Esse final de semana passado, eu estava com uns amigos no Shopping, passeando, almoçando fora, essas coisas que amigos fazem pra sair do tédio (no shopping? Ai, Deus. E tinha outra opção?) e eu vi em uma vitrine de uma loja de decoração  um vaso azul tão bonito que encheu meus olhos. E fiz o seguinte comentário: - nossa, como eu adoro azul.

JURO que foi só isso, e de repente, meio sem esperar, ouço a gracinha do meu amigo.

- Azul é a cor dos fracos.

Antes mesmo que eu o olhasse e fuzilasse todo aquele corpo negro e aquele sorrisinho podre, pensei e respondi sem maldade.

- Realmente. Eu sou fraca porque gosto de azul. Como você sabia? Leu no balãozinho em cima da minha cabeça?

Que vontade de dar um tiro nele. Não, não no balão. Mas no meu amigo.

Que abuso!

Azul nunca foi para fracos. Quando a gente é criança, aprende que azul é cor de menino e rosa é de menina (pequeno lembrete: ODEIO rosa). Não lembro de ter ouvido que azul era uma cor que identificava pessoas fracas, tristes e sei lá mais o que.

Eu não acredito nisso, como também não acredito em Signos que dizem como a pessoa é, ou em horóscopo chinês que eu tenho horror em saber que o meu é galo. Não acredito em negócio de numerologia, apesar de simpatizar as pencas pelo número sete. E também não tenho simpatia por mantra, baralhos com desenhos estranhos e uma peneira de amassar açaí cheia de búzios que a gente acha na praia pra dizerem quem eu sou ou o que vai acontecer comigo. Imagine acreditar  em um copo de água ou em uma borra de café. Ai, me deu dor de cabeça só de pensar nessas coisas.

Eu não sou fácil de se convencer e essa coisa de cor também não entrou direito.

Mas enfim, foda-se.

Vou voltar ao assunto principal.

AZUL! Essa é a cor que eu gosto e está no meu blog agora e ponto final.

Esses bichinhos que vieram não se sabe de onde, como acabei de falar, VIERAM. Acho que foi só pra enfrescalhar o visual do meu blog. Mas não há problema nisso, deixe os bichinhos ai. Junto com esse perfil que também foi mudado. Bonequinha de blusa azul e calça preta (que mal gosto!).

Mudei o título também. Antes era “Et Voilà”, por conta de um texto lindoooooooo que eu li, e também por causa do endereço desse blog. Agora vai se chamar “IRENE”. Sim, IREEEEEEENE... (sinta o meu cinismo).

Vou explicar: tenho um outro amigo, esse já é lá da minha cidade Macapá. O Zurélio. Temos, não sei como, um vínculo descarado de sarcasmo. Sabe quando você pode conversar todas as podridões da vida, do mundo, do que te incomoda nas pessoas e bla, bla, bla com uma outra pessoa? Gente, não me levem  a mal. Eu converso com as minhas amigas TUDO que vocês podem imaginar. Mas o meu lado obscuro e PERVERSO como ser humano, só ele conhece. Nem falo dos palavrões, porque isso todo mundo sabe. Falo daquele lado que você não tem coragem de mostrar pra melhor amiga, pro namorado, pra mãe. Essas coisas. A gente se entende. Ele é a tampa da minha panela de pressão cheia de descaramento.

Então, um dia, a gente conversando aqui e outro cacareco ali, ele me chama de IRENE. Eu levei um susto, imagine a ignorância. Eu sou louca por música, mas não conhecia a tal que ele me intitulava. Fui procurar e achei tão legal. Fala de sorriso, de como uma pessoa, pra se manter alegre, procura o sorriso de IRENE. Não porque ele (suponhamos que essa pessoa seja “ele”) a ama ou é apaixonado. Não. A coisa toda é a magia do sorriso, a coisa do humor. Porra, sei lá. Eu gostei e sempre ele me chama assim. Deeeesde o ano passado.

Então, vai ficar IRENE. No blog dele também estou “endereçada” como IRENE.

 

Bem, crianças, essas são basicamente as mudanças. E os “por quês” eu vou desenrolando no caminho dos outros textos. Basicamente eu tava precisando dar uma mudada aqui, e AQUI dentro (apontando pro coração).

Não, eu não mudei, gente. Calma! Eu não estou uma louca varrida pra dizer que os amores estão exaltados e me fazendo pintar o cabelo de preto e usar roupa de EMO (olha o preconceito, mulher!). Só estou dizendo que as mudanças têm que existir e nunca é tarde pra começar.

Por mais difícil que seja, não vamos mais falar de sentimentos.

Vamos falar de sexo, bebida e rock and roll (não vou falar de drogas porque não fazem parte da minha vida). Claro, e uma coisa de cada vez.

 

 

 “Eu quero ir, minha gente, eu não sou daqui
Eu não tenho nada, quero ver Irene rir
Quero ver Irene dar sua risada
Quero ver Irene dar sua risada
Irene ri, Irene ri, Irene
Irene ri, Irene ri, Irene
Quero ver Irene dar sua risada...”

Irene – Caetano Veloso



Escrito por Naiane Feitoza às 12h26
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Eu cansei, po

 

Eu nem sei por onde começar, mas juro que vou terminar.

Sabe quando a gente tem todos os motivos do mundo pra sair abrindo o verbo sobre tudo?

Imaginem que sou assim, elevada a décima potência.

E daí? Ter cautela nunca foi meu forte. E não vai ser agora que isso vai fazer parte de mim.

NÃO, eu não estou com raiva. Não estou aborrecida. Não estou com vontade de matar ninguém e nem pensando em vingança. Simplesmente, eu cansei.

Cansei de gritar que o amor é lindo e que eu amo. Cansei de sentir o friozinho na barriga todas as vezes que eu escuto aquela voz (maldita de tão linda) e deixo isso transparecer; ou quando eu sinto aquele cheiro de homem que marcou a minha pele. Cansei de sentir arrepios quando eu vejo aquela janelinha do msn avisar que você está online.

Chega de dizer o que se sente.

É. ISSO MESMO! Pensou que eu estavesse falando de quê?  De ira? De umas coisas que vão passar?  NÃO. Estou falando de um sentimento que está nascendo. O CANSAÇO. E olha que isso é um “estado”. Imagina quando vira sentimento.

É, o negócio pegou pro seu lado, meu caro.

Sério! Séééério (sinta o grito), onde eu tava com a cabeça quando resolvi continuar dizendo que eu te amo?

(Ta, eu te amo e você sabe. Mas isso tem que mudar, oras. Olha a BURRICE de novo!)

Como diz no livro da Cora Ronái: “A saudade é saber-se onde... sabem-se lá”.

SIM, eu sei onde estás, mas eu nem sei mais o que você pensa. Não há aberturas pra eu saber o que se passa. Eu só vejo frases, frases e mais frases. Acho que nem são pra mim. Acho que nunca foram.

Vejo letrinhas de músicas. Vejo você sair do sério comigo. Vejo você me chamando de idiota e ainda tendo o instinto de proteção. Como se eu não soubesse me virar sozinha. Como se eu nunca tivesse feito isso antes.

A proteção que eu preciso, você não está mais disposto a dar. Você só está com as suas frases e as suas letras de músicas que eu sei que não são mais pra mim.

Daí achei uma saída.

Vou me calar. Vou negar. Vou mentir descaradamente. Séééério.

Vou me tornar mais mentirosa do que nunca. E você vai me odiar de verdade. Vai odiar mais essas mentiras que vão me proteger, do que aquela que eu menti pra TE proteger.

É, virou comum eu te amar. Virou comum você saber que eu te amo.

Pois vou negar cada sentimento.

Da saudade ao amor que nunca vai passar.

Vou negar! Vou mentir que passou. Vou me convencer e te convencer disso.

Não vou mais ser uma mulher de palavra, aquela que disse que lutaria até a última instância. Vou ser a covardona. Vou ser a imbecil que desistiu de você. E nem me pergunte o por quê. Eu vou mentir. Vou ser descarada.

Você deve estar pensando que eu não tenho mais sentimentos. Não, ao contrário. Eu não cansei dos sentimentos, mas não vou voltar a repeti-los, não pra você ouvir. Não tenho a menor vontade de ir falar pra você o que se passa dentro da minha cabeça. Dentro do meu coração. Você não ia querer escutar.

Você se tornou um vício e eu não posso mais me dar ao luxo de te consumir. Acabou o meu dinheiro. Acabou a fonte.

Pra dizer a verdade, eu não quero mais falar. Chega. CHEGA!

Não quero mais falar de amor, de versos, de músicas bonitas que eu ouço. Não quero lembrar dos textos da Lispector, da Martha Medeiros ou da Fernanda Mello. Quero esquecer o que me emociona. Tudo eu ligo a você. E isso vai ter que acabar.

Vou até pedir pras amigas pararem de me mandar textos bonitinhos e que sabem que eu fico chorando no final. Sempre comparando. Sempre imaginando. Sempre querendo mostrar pra você.

QUE SE EXPLODA!

Tenho que parar de ler blogs açucarados. Tenho que parar de escrever sobre sentimentos. Tenho, obrigatoriamente, que parar de procurar amor nas palavras. Isso cansa.

Eu cansei, po.

CANSEI!

Não, eu não estou falando o que quero e depois vou ficar com cara de cachorro que caiu da mudança.

A gente nem precisa parar de conversar, de se ver. Eu vou precisar saber de você todos os dias da minha vida. Mas eu só não quero falar dos meus sentimentos. Você não merece saber dos bichinhos. São frágeis demais e eu já estou pensando se vou chorar quando postar isso aqui, ou vou virar a cara, fechar a página, desligar o computador e só pensar nisso amanhã. E na academia. Num horário que não dá pra pensar em você.

Você merece não me reconhecer. Você merece uma bola de neve. Merece me ver dançando e não poder chegar perto. Que eu me movimente e tenha aquele balanço. Que haja brilho. Que você olhe. Que procure meus olhos nesse momento. E que eu não consiga te ver. Porque é quando esses malditos olhos encontram os meus que tudo se perde. Não. Eu não vou olhar. NÃO VOU! Senão, todo esse texto vai por água abaixo e eu dançarei pra você. Somente pra você.

Chega. Terminei.

 

Naiane Feitoza.

 

(depois eu explico porque mudei a cara do blog.)

 



Escrito por Nika às 02h26
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Sobre um Eu e um Você

 

Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto?

Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim?

Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim.

Olha, amo você. Não te entendo, mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco e lindo que eu.

E você sente, meu Deus. Sente lindo e às vezes assustadoramente.

Suas palavras são tão eternas que eu poderia morar nelas e ser cada letrinha de suas frases. Me salva no seu computador, escreve uma história linda para me matar de vez.

Você me salva! Não salva?

Você deveria amar meu lado obscuro.

Você gosta mais quando eu fico brava. Mas você poderia amar o que há de pior em mim.

Não, não tente resolver partir sozinho, porque eu não vou deixar.

Então leva. Me leva e não devolve.

Me leva e constrói um bar, vamos ler Vinícius, ficar bêbados da melhor Vodka, vamos fazer alguma coisa grave porque nada mais nos resta. Te resta? Eu te resto. Eu e nossa loucura.

Nossos planos foram reduzidos a pó.

Junta nosso lixo, joga tudo fora. Mas joga mesmo. Não acumule o que não vai ser útil. Jogue no ralo a ira passada.

Você acha que não temos nada pra sonhar. Mas temos vida, um coração que ainda bate. Temos nossa falta de juízo, nossas palavras, nossos livros e uma imaginação sem fim. Será preciso mais?

Se for preciso eu canto “Oh My Love” do Jonh Lennon. Eu volto a fazer Balé só pra você me ver rodopiar. Eu aprendo a gostar de ficar em casa e você aprende a não me pedir para sair. Eu não vou precisar sair com você lá dentro. Eu já não preciso porque você está aqui dentro.

Onde mais você poderia estar? Aqui, nesse lugar que nem eu, nem Freud ou a Maria Bethania entende.

Meu coração não sabe mais como é ficar sozinho. Você tomou conta de algo que nem era pra ser dividido.

Lembra-se como era antes?

Antes de você chegar?

Eu lembro. E quando penso nisso, conto uma historinha pra mim mesma. Aquelas histórias que a gente espera que nunca chegue um cavaleiro de lugar algum e não sonhar com frases do tipo: “nascemos um para o outro”.

Minha frase inicial era: paixão, nunca mais.

Depois de esquecer o mundo e das pessoas que eu nem me importava mais, sentia que nunca iria amar alguém de novo. Pelo menos eu achava que um dia tinha amado.

Eu sentia que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema.

Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Feliz. Minha imaginação me preenchia, meus amigos me dão colo, vodka e dias incríveis.

Aí do nada você surge. VOCÊ!

Você que é diferente de tudo. Você que é tudo. Mas tudo não existe. Você sim. Você existe. E gosta de Leitura, de praia, de palavras simples e dormir agarrado.

Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno. Ele que me abriu o verbo, me fez chorar, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu. Lá de longe, no fim do mundo, ele me sentiu.

Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida. Entenderam? Ele me deixou tímida!

E me mandou músicas lindas, versos lindos. Devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo. Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar. É, ele me olha.

Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar... Ai, pára tudo!

Eu quero um All Star porque eu vou casar. Eu não gosto de tênis, vivo de salto ou chinelo, mas eu quero um All Star 36 porque eu vou me casar com ele. Eu sinto que se ele pedisse agora, eu casaria até sentada em um pátio público da prefeitura.

Porque planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo para sentir e estou sentindo isso agora. Mesmo que o amor tenha tomado outro rumo.

E eu sinto que quero estar com ele. Agora. Quero viver com ele na casa de armário pequeno, ter uma filha que não se chama Maria e viver de amor. Sem medo. Sem planos a longo prazo. Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar. Com ele. Até o fim.

 

(Adaptado do texto de Fernanda Mello)

 

Não tenho culpa se ela "me escreve".

Mas que está bonitinho... isso está.

 

Que volte o sentimento. POR FAVOR, volte. ;)



Escrito por Nika às 20h42
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A verdade

 

Isso não é uma carta de amor. Ao contrário, é uma carta de quem desapontou.

É a carta de quem nunca tentou nada e quando tentou não levou a sério seus próprios sentimentos e vontades.

É uma carta de quem tem o que merece: a infelicidade. Pedida à la carte, por livre e espontânea vontade.

A carta é de quem se alimenta de pequenas sensações voláteis.

Uma vida miserável que sentiu por tanto tempo e quando teve oportunidade de ser diferente, perdeu pro medo.

 

O medo me moveu de novo.

 

Assumo que não quis enxergar o quanto você era diferente (o medo ajudava).

Sabia, lá no fundo, que pessoas como você são raridade. Mas deixei lá no fundo mesmo. Junto com minha coragem. Aquela coragem que você, tantas vezes, me pediu pra ter e mostrar.

Preferi isso que tenho agora. Solidão, sentimentos inconstantes, uma vida levada na superfície. Troquei você por amigas, mais ou menos com uma aqui e outra ali. Eu estava com medo de sentir de novo aquele calor no peito que precede o primeiro beijo com alguém novo. Você sempre se fez novo. Você era a novidade. Então, escolhi continuar fugindo. Me dava mais prazer.

 

O ruim era admitir que as coisas nunca ficavam no lugar das outras. Nada poderia ser comparado. Ninguém ocuparia o seu lugar. E eu fingia que tudo ficaria bem.

 

Nunca vai ser igual. Ninguém tem esse gosto, ninguém tem esse cheiro bem ali atrás da orelha, esse jeitinho de terminar um beijo.

Ninguém tem esse olhar que me frita, que me faz pensar em sexo quando estou cortando cebola. Ninguém tem essa voz que faz minhas pernas se abrirem automaticamente, ninguém arranca esses gritos, esses pedidos falsos para parar. Sou dobradiça frouxa com você. Sou domada por você.

 

Porém, no fundo eu sempre queria me convencer de que aquele “não era o nosso momento”. Já ouvi isso antes, e acreditei que isso iria funcionar.

Enfim, arrumei a desculpa que nunca te falei: não pude trocar o mundo maravilhoso da amizade  por nós.

Aliás, mal consigo falar nós. Ainda tenho vergonha de ter sido uma fraca e mentirosa. Menti que não te amava. Mesmo que não tivesse dito, mas as minhas ações sempre provavam isso. Fiz um bom trabalho. Tinha te convecido que o meu amor era pouco.

 

Você?

Você é ótimo. Aquele que eu sempre quis. Aquele que carrega o título de “amor da minha vida”, mas não estava pronta pra isso naquela hora. Afinal, tinha chegado a minha vez de ser a idiota e colocar tudo a perder. E o pior de tudo é que fiz sem pedir sua permissão. Fiz o que achava melhor. Fiz o que me deu na telha.

Abri mão de você, de todas as risadas que arrancavas de mim, de todas as possibilidades de um futuro feliz, de um sentimento puro e verdadeiro. Abri mão de todos os suspiros,  de todos os olhares que tanto encontrávamos um no outro. Abri mão dos nossos sonhos, pela busca de ser uma louca. Mal eu sabia que seria mais fácil ser louca com você do que estar fora da sua vida.

 

Assumo o risco de me arrepender profundamente.

De um dia bater à sua porta e dar de cara com sua esposa perfeita, carregando um bebê-propaganda, em uma casa tinindo de limpa, cheirando a uma felicidade insuportável e inabalável. Diria que errei de número e perguntaria onde tem um bar.

Passaria o dia bebendo sozinha, esperando que você passasse só pra ter o prazer de me ver conformada com a vida besta que escolhi e repetir baixinho que sabia que isso aconteceria.

Você mereceria se esbaldar com minha desgraça.

 

Sou uma imbecil, eu sei. Não estava preparada para tanto amor, para uma vida adulta. Você é demais. Sempre foi o meu excesso. Sempre foi o meu porto seguro. Certamente me faria crescer, arrumar um emprego melhor, vestir algo passado, comprar meias novas, freqüentar lugares onde esqueceríamos do mundo, beber em bares que eu iria descartar a cerveja e tomaria coca-cola.

Dá alegria só de pensar em tudo isso. De pensar que seria assim.

 

Daí eu lembrei que você tomava conta de mim. De tudo que eu tinha e queria ter. Invadiu o que eu pensava ser só meu. Você estava me ensinando a compartilhar coisas que ficavam guardadas. Estava me ensinando o caminho da verdade. E eu tinha medo de precisar de você mais do que o necessário. Eu tinha medo de um dia, não saber seguir sozinha.

Eu queria continuar egoista.

Eu precisava de menos.

Precisava de alguém pra quem possa apresentar Jabor, Millôr, O pequeno príncipe e Legião Urbana. Alguém mais cru. Alguém menos ameaçador à minha auto-estima. Alguém que não me domasse. Alguém que não me fizesse tremer quando ouvia a voz. Alguém que  não me fizesse chorar só de ouvir uma música. Alguém que não me amasse.

Você me faz querer ser melhor. Me fez querer ser perfeita. Me fez buscar ser a mulher maravilhosa que eu sempre tive medo de ser. E eu não posso conviver com essa pressão.

Você não me deixava pisar no chão. E eu preciso, desesperadamente, parar de voar. Parar de sonhar. Parar de querer. Parar de amar.

Eu consegui chegar até aqui, mas não sei como continuar.

 

Eu queria ter amado menos.

Me perdoe.

 

 

**Naiane Feitoza

 

 

*Texto adaptado do “Prefiro Nada” do Redatoras de merda.

**O arrependimento é meu mesmo.



Escrito por Nika às 00h26
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Ser amapaense é...

Se assustar com sirenes de ambulância e polícia, e correr pra ver quem morreu.
Fazer aquela montoeira de gente só para ver um acidente grave ou um leve esbarrão.
Ter a chance de ver rachas e arrancadas de uma arquibancada com os amigos.
Ter cachoeiras maravilhosas, rios límpidos, pirarucu, camarão e tucunaré à vontade e ainda ir para o nordeste tomar banho na água salgada e comer um camarão mole, sem graça!
Tomar leite de gado, búfalo e cabra e não sentir a menor diferença.
Provar o queijo do Amapá com café preto e farinha torrada e nem se interessar pelo de Minas.
Ser funcionário público e saber que no final do mês será horrível entrar no banco e fazer compras com o centro comercial lotado.
Não ter McDonald´s, mas achar o máximo lotar a pizzaria e lanchonetes no final de semana.
Ter um shopping pequeno, mas tomar um choppinho ou um refrigerante com os amigos curtindo MPB.
Sempre ver as mesmas pessoas e poder falar da vida delas.
Tomar açaí no almoço e dormir a tarde inteira.
Ter a maior reserva florestal do Brasil intocável e ainda fazer bronca por causa de uma castanheira no meio da estrada.
Se orgulhar da medalha que ganhamos no Pan e saber que foi conquistada por um amapaense.
Usufruir do maior rio do mundo na orla da cidade.
Surfar na pororoca.
Não manjar da cara dos artistas e lotar os ambientes quando eles nos visitam.
Ter poucos ambientes pra se divertir, mas saber que seus amigos estão lá.
Ver bobagens e fofocas nos telejornais locais e achar que é notícia.
Levar os filhos pra escola ouvindo "Luís Melo Entrevista" com aquela musiquinha de abertura do 'conte-me tudo, não esconda nada'.

Ter paciência ao ver uma amapaense estacionar o carro.
Esperar o ônibus por uma hora pra chegar num lugar que você só vai ficar 15 minutos.

 

...

 

 

Bom, tirei esse texto do blog da Alcinéia Cavalcante, jornalista do Amapá.

Sei que ela não é a autora. Tinha ele no meu antigo email, mas como foi desativado, SABE DEUS por onde anda o texto real.

Dei uma ajeitadinha aqui, outra ali, pela mania de embonecar textos.

 

Ser amapaense é tããão bom.

 

Texto dedicado a nós, "caboclos do pé rachado".

 

E a um amapaense especial que ficou em paz ontem.

Esse texto é pra você.

 

O meu abraço eu te dou depois. #)



Escrito por Nika às 19h12
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Você. Se ferre!

Estava pensando em como voltar a escrever coisas bonitinhas e fofas. Melhor dizendo, esses dias eu nem tive SACO de escrever nada. Ou foram esses meses?

“Não sei. Só sei que foi assim”, como dizia o Chicó do filme O alto da compadecida.

Pra dizer a verdade, eu nem queria mesmo escrever coisas bonitas. Queria mesmo era escrever verdades doloridas. Aquelas verdades que a gente finge que esquece ou finge que não ouve. Ou o que é BEM pior, finge que não quer falar.

Quero chamar 15 palavrões repetidos. Quero mandar um dedo bem grande na cara de quem pensa ou fala mal de mim e do mundo. Queria jogar uma bomba de merda em toda essa corja de gentinha que fica falando, falando e falando e nunca dizem nada.

Queria mandar pro inferno as minhas contas. Queria jogar fora da face terrestre todos os chocolates do mundo (Não se zanguem. Eu ODEIO chocolate). Queria tomar um porre e não acordar no dia seguinte com a ressaca que eu mereço. Ou até queria, pelo menos acordaria com inspiração pra chamar mais palavrões.

Queria acordar todo mundo que ta dormindo. Queria balançar quem fica parado e mais parado.

Queria dizer pra gorda que ela é gorda, pro magro que ele é magro, pro feio que ele é feio e pro bonito que ele pode melhorar (humor negro!).

Queria dançar até as pernas doerem e meu quadril se deslocar.

Queria matar quem ta me matando, aquela maldita preguiça.

Queria mandar embora todo mundo que me irrita. Queria ter mais créditos no meu celular.

Eu queria tanta coisa que nem consigo colocá-las em ordem. Me dá raiva colocar meus pensamentos em ordem, oras. ME irrita profundamente esses detalhes que não são meus.

Nunca fui uma pessoa que coloca os pensamentos em ordem porque eles são mais autênticos quando estão soltos como a música.

Que se dane a ordem.

Que se dane o que eu penso primeiro ou por último. O que vale, mesmo, é a essência.

Que se dane. Que se ferre.

Que se ferre também quem lê esse blog de enxerido.

Que se FEEEEERRE (gritando) tanto quanto eu tenho raiva agora. Ou nem tenho. A noite as vezes me propõe outros lugares que eu tinha esquecido como eram. Lugares que eu já fui.

Mas eu não esqueço.

Não esqueço de mandar VOCÊ à merda e que você se ferre. Ou, FEEEEEERRE!

E tenho dito.

 

 



Escrito por Nika às 18h15
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AVISO IMPORTANTE, CARALHO!

Este blog nunca teve e nunca terá a finalidade de denegrir a imagem de ninguém.

Se alguém está entrando aqui SEM SER convidado, por favor, sinta-se a vontade de NÃO SER MAIS bem vindo.

Sinto que estão usando isso contra mim e outras pessoas. Pessoas queridas que só dizem respeito a mim.

Por motivos de força maior, vou ser obrigada a excluir certas coisas deste blog. E só farei isso por conta de um pedido pessoal.

No mais, FODA-SE quem olha e faz por maldade certas coisas.

 

 

 

 



Escrito por Nika às 01h31
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