Et Voilà...


25/06/2008


Ser amapaense é...

Se assustar com sirenes de ambulância e polícia, e correr pra ver quem morreu.
Fazer aquela montoeira de gente só para ver um acidente grave ou um leve esbarrão.
Ter a chance de ver rachas e arrancadas de uma arquibancada com os amigos.
Ter cachoeiras maravilhosas, rios límpidos, pirarucu, camarão e tucunaré à vontade e ainda ir para o nordeste tomar banho na água salgada e comer um camarão mole, sem graça!
Tomar leite de gado, búfalo e cabra e não sentir a menor diferença.
Provar o queijo do Amapá com café preto e farinha torrada e nem se interessar pelo de Minas.
Ser funcionário público e saber que no final do mês será horrível entrar no banco e fazer compras com o centro comercial lotado.
Não ter McDonald´s, mas achar o máximo lotar a pizzaria e lanchonetes no final de semana.
Ter um shopping pequeno, mas tomar um choppinho ou um refrigerante com os amigos curtindo MPB.
Sempre ver as mesmas pessoas e poder falar da vida delas.
Tomar açaí no almoço e dormir a tarde inteira.
Ter a maior reserva florestal do Brasil intocável e ainda fazer bronca por causa de uma castanheira no meio da estrada.
Se orgulhar da medalha que ganhamos no Pan e saber que foi conquistada por um amapaense.
Usufruir do maior rio do mundo na orla da cidade.
Surfar na pororoca.
Não manjar da cara dos artistas e lotar os ambientes quando eles nos visitam.
Ter poucos ambientes pra se divertir, mas saber que seus amigos estão lá.
Ver bobagens e fofocas nos telejornais locais e achar que é notícia.
Levar os filhos pra escola ouvindo "Luís Melo Entrevista" com aquela musiquinha de abertura do 'conte-me tudo, não esconda nada'.

Ter paciência ao ver uma amapaense estacionar o carro.
Esperar o ônibus por uma hora pra chegar num lugar que você só vai ficar 15 minutos.

 

...

 

 

Bom, tirei esse texto do blog da Alcinéia Cavalcante, jornalista do Amapá.

Sei que ela não é a autora. Tinha ele no meu antigo email, mas como foi desativado, SABE DEUS por onde anda o texto real.

Dei uma ajeitadinha aqui, outra ali, pela mania de embonecar textos.

 

Ser amapaense é tããão bom.

 

Texto dedicado a nós, "caboclos do pé rachado".

 

E a um amapaense especial que ficou em paz ontem.

Esse texto é pra você.

 

O meu abraço eu te dou depois. #)

Escrito por Nika às 19h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Você. Se ferre!

Estava pensando em como voltar a escrever coisas bonitinhas e fofas. Melhor dizendo, esses dias eu nem tive SACO de escrever nada. Ou foram esses meses?

“Não sei. Só sei que foi assim”, como dizia o Chicó do filme O alto da compadecida.

Pra dizer a verdade, eu nem queria mesmo escrever coisas bonitas. Queria mesmo era escrever verdades doloridas. Aquelas verdades que a gente finge que esquece ou finge que não ouve. Ou o que é BEM pior, finge que não quer falar.

Quero chamar 15 palavrões repetidos. Quero mandar um dedo bem grande na cara de quem pensa ou fala mal de mim e do mundo. Queria jogar uma bomba de merda em toda essa corja de gentinha que fica falando, falando e falando e nunca dizem nada.

Queria mandar pro inferno as minhas contas. Queria jogar fora da face terrestre todos os chocolates do mundo (Não se zanguem. Eu ODEIO chocolate). Queria tomar um porre e não acordar no dia seguinte com a ressaca que eu mereço. Ou até queria, pelo menos acordaria com inspiração pra chamar mais palavrões.

Queria acordar todo mundo que ta dormindo. Queria balançar quem fica parado e mais parado.

Queria dizer pra gorda que ela é gorda, pro magro que ele é magro, pro feio que ele é feio e pro bonito que ele pode melhorar (humor negro!).

Queria dançar até as pernas doerem e meu quadril se deslocar.

Queria matar quem ta me matando, aquela maldita preguiça.

Queria mandar embora todo mundo que me irrita. Queria ter mais créditos no meu celular.

Eu queria tanta coisa que nem consigo colocá-las em ordem. Me dá raiva colocar meus pensamentos em ordem, oras. ME irrita profundamente esses detalhes que não são meus.

Nunca fui uma pessoa que coloca os pensamentos em ordem porque eles são mais autênticos quando estão soltos como a música.

Que se dane a ordem.

Que se dane o que eu penso primeiro ou por último. O que vale, mesmo, é a essência.

Que se dane. Que se ferre.

Que se ferre também quem lê esse blog de enxerido.

Que se FEEEEERRE (gritando) tanto quanto eu tenho raiva agora. Ou nem tenho. A noite as vezes me propõe outros lugares que eu tinha esquecido como eram. Lugares que eu já fui.

Mas eu não esqueço.

Não esqueço de mandar VOCÊ à merda e que você se ferre. Ou, FEEEEEERRE!

E tenho dito.

 

 

Escrito por Nika às 18h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/06/2008


AVISO IMPORTANTE, CARALHO!

Este blog nunca teve e nunca terá a finalidade de denegrir a imagem de ninguém.

Se alguém está entrando aqui SEM SER convidado, por favor, sinta-se a vontade de NÃO SER MAIS bem vindo.

Sinto que estão usando isso contra mim e outras pessoas. Pessoas queridas que só dizem respeito a mim.

Por motivos de força maior, vou ser obrigada a excluir certas coisas deste blog. E só farei isso por conta de um pedido pessoal.

No mais, FODA-SE quem olha e faz por maldade certas coisas.

 

 

 

 

Escrito por Nika às 01h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

06/06/2008


Texto lento

Eu queria escrever uma crônica lenta, cadenciada, suave, sem pressa, gritaria, histeria e dia-a-dia. Uma crônica marcada, compassada, como uma valsa, um pra lá, dois pra cá, um pra lá, dois pra cá. Não seria triste, nem melancólica, apenas teria um ritmo diferente do que tenho visto por aí. Seria feliz, mas de uma alegria contida, autêntica, bela. Algo bucólico, com cheiro de chuva, de grama molhada, suja de areia, queimada de sol, impregnada de sal.

Eu queria escrever um texto gostoso como um abraço demorado, agradável como um fim de tarde entre amigos, necessário como um poema, revigorante como uma sesta. Um texto que provocasse bem-estar com o efeito multiplicador de um sorriso, a espontaneidade de um elogio sincero e desinteressado, o impacto de uma surpresa boa.

Eu queria escrever algo que fosse um elogio ao ócio, um tratado do descanso, um manifesto do direito sagrado da preguiça dominical ou do sono fora de hora. Um documento sobre o pôr-do-sol no Potengi ou o nascer da lua em Ponta Negra, que transmitisse em poucas linhas o silêncio reconfortante, a leveza de um carinho, a sensação de liberdade que só uma rede na sombra pode dar.

Uma crônica para ser lida em câmera lenta. Que despertasse reações serenas, mas duradouras. Queria ordenar palavras de tal maneira, com tal maestria que elas ganhassem o sabor daquele beijo que você tanto batalhou, muito ansiou e finalmente conquistou.

Eu queria escrever um texto bonito. Um lava-jato da alma como uma boa ação, um gol no finalzinho, um telefonema inesperado no meio da noite. Eu queria escrever uma crônica que pudesse dar sua modestíssima contribuição para que, por uma minúscula fração de tempo, um instante que seja, provoque a ligeira sensação de tornar o seu dia um pouquinho melhor.

Eu queria.

Juro que queria.

Mas como não consegui, acho bom você se contentar com esse mesmo.

**

 

Texto de Carlos Fialho, um cara aqui de Natal que escreve melodiosamente bem.

#)

 

Texto PERFEITO.

 

Amem e sorriam.

Escrito por Nika às 22h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/05/2008


É tudo culpa da mudança

  

Hoje eu constatei uma coisa que sempre me incomodou, e um “leve” estranho (estamos nos conhecendo, por isso o leve) me fez lembrar o porquê de eu ser tão – com o português chulo – escrota.

Aprendi a ser assim desde que eu apanhava das minhas irmãs mais novas em casa. Eu cansava, ué!

Havia dias que eu me irritava e me concentrava pra não chamar o primeiro palavrão que eu tinha aprendido na minha escola – que eu tanto odiava. Levar uns “tabefes” nunca foi a minha praia. E eu reafirmo, sempre fui uma mimada, uma frouxa, uma anta e besta em casa. Sempre levei a culpa de tudo e de todos. Se um raio caísse lá na baixa da égua, quem era a culpada? Quem? Quem? Ganha um doce quem adivinhar.

Eu! ¬¬ (olhos de ira!)

Como que se vive assim?

Lembro-me até hoje da minha primeira revolta.

Tinha acabado de entrar na 6ª série e estava empolgada porque, finalmente, eu ia para uma turma “B” (um pequeno lembrete: sempre fui a CDF de casa e da escola. Está ai a minha revolta em ser a besta). Sempre estudei na “A” e queria mudar urgentemente.

Naquela época tínhamos que escolher umas matérias extra-classe, e eu sempre escolhia Educação para o Lar porque era pra mulherzinha e eu ia aprender a fazer o que uma mulherzinha “tem” que fazer. Mas nesse ano, NÃO. Eu já havia decidido a minha vida – credo, soou forte – e eu ia fazer AGRICULTURA.

No meio da década de 90 nenhuma menina, em sã consciência fazia AGRICULTURA, só os meninos faziam isso, mas já que eu estava na briga por um diferencial, eu entrei na barca.

Quando veio a lista no quadro de avisos, meu nome estava com uma lista amarela em cima e fui chamada na direção. Eu fui LINDA! O que mais poderia ser? Eu era nerd, não uma delinqüente.

Mas acreditem no que vou dizer, nunca tentaram me persuadir TANTO na vida quanto naquele dia.

O que era aquilo? Um aviso que eu ia mudar de sexo? Iria virar mal falada?

Porcaria nenhuma! Eu ia entrar na história daquela escola ministrada por freiras. Meninas têm o direito de estudar agricultura e não fazer crochê com as outras menininhas. Tem direto de chamar palavrão com os outros meninos e sem cuspir no chão. Tem o direito de conhecer sobre terra e não de como fazer um bom peru no domingo. Conversar, ouvir, reclamar e mesmo assim, estar de perninha cruzada com uma saia de pregas.

Eu fui o começo para outros começos.

Fui à diretoria pra dizer NÃO à mesmice.

Eu disse não e aprendi a dizer mais uns “nãos” na vida. Tantos que até hoje eu sou a “mulher do não” pras minhas amigas e para os traumatizados que cruzaram o meu caminho.

Não estou querendo tomar partido pelos homens, mas eu não posso negar que aprendi com uma dose “cavalal” – aprendi esse termo com um deles na época – a me impor e ser respeitada do jeito que eu sou e mereço ser.

O fato é: não adianta ser o que você não quer. Eu tive um motivo pra mudar (meio chato, mas tive), fiz o que pude pra isso e consegui. Quando aprendemos o caminho, é tarde demais para voltar.

Minha mãe sempre fala que isso já nasce com a gente, e as oportunidades que fazem nós reagirmos. Eu tive a minha e adoro lembrar disso.

Me orgulho de ver umas verdades que ninguém vê, só não me orgulho muito de ser meio desbocada em mostrar pra quem, AINDA, não quer ver.

Como eu havia comentado lá em cima, foi uma conversa pequena com um semi-conhecido (ta certo isso?) que me fez lembrar da minha “escrotice”. Nossa, como eu amo essa palavra.

Mulheres (e homens), ser obviamente sincera não quer dizer que somos mal educadas. Como eu sempre falo: “Arrogante sim, ignorante JAMAIS”. É ótimo falar o que pensa, desde que seja a seu favor. É ótimo colocar em pratos limpos o que você domina. É melhor ainda você libertar alguém de algo que nunca foi bom e nem será: a lerdeza.

Eu já fui lerda, mas graças a Deus na saída da infância eu consegui sair disso. O ruim é você que fica ai dizendo sim pra tudo, rindo das piadas sem graça do seu amigo só porque ele é popular; gente, nem estamos mais no colegial. Que se foda a popularidade!

Odeio gente que tem medo de se escutar e ver umas verdades. Sei lá! Verdade nunca foi sinônimo de medo ou repulsa, mas pra uns está sendo sinônimo de hipocrisia e comodismo.

Levanta dessa cadeira e vai ler um livro, porra! Porque ler livros também liberta, sua anta.

E viva à escrotice!

 

Escrito por Nika às 02h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

25/04/2008


Eles falam por mim.

"Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor.."

Medo de Amar (Cancioneiro) - Vinícius de Moraes

 

 

(Eurídice)

"Tantas vezes já partiste
Que chego a desesperar
Chorei tanto, estou tão triste
Que já nem sei mais chorar

Oh, meu amado, não parta
Não parta de mim
Oh, uma partida que não tem fim

Não há nada que conforte
A falta dos olhos teus

Pensa que a saudade
Mais do que a própria morte
Pode matar-me
De Adeus.."


Valsa de Eurídice - Vinícius de Moraes

 

Hoje, em homenagem a rebeldia e ao amor, "Falo" Vinícios e as suas palavras mais bonitas e seus versos que mais me arrepiam.

 

 

Escrito por Nika às 00h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/04/2008


Para um "ser"

Pressa

 

Descobri que posso inventar tudo novo, sem repetir com você o que já vivi. Penso em você e me vêm idéias malucas na cabeça e coloco os pés juntos para jurar que nunca fiz isso com outro alguém. Estou espantada com a capacidade de renovação que eu nem sabia que tinha. Tem um nome bobinho pra isso, que não gosto, mas que dizem que é inspiração. Inspiração me lembra algo muito brega, sempre imagino um pintor sentado num parque, numa paisagem francesa, pintando um quadro sem graça, piegas.

Mas estou muito feliz e isso, claro, me assusta um pouco. Porque sou afobada, ansiosa, minha vó dizia isso enquanto eu comia a massa do bolo antes de ele entrar no forno. E depois ficava ali de guarda, olhando o bolo crescer. Como aquilo demorava. Acabei de lembrar de outro episódio que mostra o quanto sou ansiosa. Ganhei uma galinha de presente quando fui passar férias no sítio da minha tia. A galinha estava chocando uns ovos e, segundo minha tia, os pintinhos iriam nascer em pouco tempo. Mas quem disse que eu deixava a pobre galinha chocar os ovos? Toda hora ia lá perto para ver e tirava ela do ninho. Tá, eu era criança e crianças são meio abestalhadas de vez em quando.

A verdade é que não sei mais me comportar no modo de espera. Quero tudo pra agora e já. Me vêm à cabeça todas os ditados, metáforas e provérbios próprios para o momento. Devagar se vai ao longe. O apressado come cru (mas eu adoro sushi). Quem espera sempre alcança. Vou respirar fundo e tentar conter meus milhões de impulsos para não sair atropelando o tempo. Sei que isso assusta e espanta. Mas só entenda que é uma vontade de viver muito e que há tempos eu não sentia. É como a fome. A sede. Quando estão grandes, você só pensa na saciedade.

Se puder entender isso, fico mais tranqüila. Aí poderei voltar a ser quem realmente sou. Nem tão normal, nem tão maluca. Mas o suficiente para deixar que tudo aconteça no tempo certo.
Seja lá o que isso quer dizer.

 

(Redatoras de Merda)

;~~

 

Eu mudei!

 

Escrito por Nika às 21h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

08/01/2008


Atormente-me. Eu deixo.

Por mais que eu vague por terras, rios, céus, raios, chuvas, arco-íres, planetas e até o cometa que trouxe o Pequeno Príncipe pra terra, não adianta, sempre vou achar mulheres que vivem em função dos sentimentos.

Não adianta dizer que não, porque a resposta vai ser sempre, sim.

Os sentimentos que eu cito não são aqueles “furrecas” que a gente sente todos os dias, aquela coisa de ambição, malícia, prazer, ciuminho, invejinha... NÃO! O negócio é mais grave. Estou falando do estúpido sentimento que nos atormenta desde que nascemos: o amor.

Tudo acontece quando nós nascemos, de cara, nós mulheres, ficamos apaixonadas pelos pais.

É homem, não é? Então a gente se apaixona.

Um menino se perde pela mãe, fica anestesiado pela presença e cheiro dela. Então pronto, é isso.

Nós mulheres nos apaixonamos pelos bigodes, panturrilhas finas ou não, cabelos estranhos, vozes grossas e, claro, a figura de alguém que é grande e nosso herói.

Viramos fãs de nossos pais.

Quando crescemos, encontramos no nosso coleguinha de classe uma figura patética do que não queremos. Detestamos aqueles fedelhos que só falam de carrinhos, briguinhas e futebol. Mas ai vem o estalo da droga da adolescência e a gente começa a sofrer por uma coisa que a gente nem sabe o que é.

Nossa, lembro que eu cansei de querer chamar atenção de algum imbecilzinho da minha turma e o infeliz só sabia perguntar se na minha casa tinha bola. CLARO QUE EU NÃO TINHA UMA BOLA. Eu não tinha nem irmão, como ia ter uma bola?

E acreditem, você faz de tudo pra que isso aconteça de novo, que ele fale com você, que se interesse para ir a sua casa.

Quantas vezes fiz trabalhos para aquela peste que eu achava “o gracinha” da minha vida, da minha sala, da minha escola, do Brasil? Nem eu sei dizer.

Quantas vezes implorei por uma bicicleta que até hoje não faço a menor idéia de como se sobe e anda naquilo, mas tudo tinha um grande propósito: andar ao lado dele.

Que ridículo!

Depois de um tempo você aprende que não precisa de uma bicicleta, você só precisa mexer o cabelo. PIMBA! É essa a charada, o macete, o negócio que vai revolucionar a sua vida. Ele vai te olhar e você vai sair com ele, porque, CLARO, ele vai te chamar pra sair, vai dizer que você é a menina mais bonita da escola, da rua, do bairro. E então, você acorda e vê a Maricota saindo de mãozinha dada com ele. Mãozinha uma ova, aquela mão de monstro, aquela menina horrível, aquela coisa fútil que você abomina só porque ela está de mãos dadas com o seu amor.

Que droga!

Então, de uma quase infância traumática e uma adolescência meio estranha, achando que sempre vai amar a pessoa errada, você parte para a idade que SÓ VOCÊ pensa que é adulta, pensa em viajar pelo mundo, conhecer Deus e o mundo, e já nem pensa em ser aeromoça ou médica, o seu negócio é sair e se acabar.

A gente cria asas e pensa que os 20 anos são feitos pra isso.

Se apaixona toda semana, chora todo dia, ri de si, dos outros, desabafa, faz besteiras, começa a beber, quer se apaixonar de novo, vive e vai viver pensando que o Pedrinho é o homem da sua vida, que nunca mais vai encontrar outro igual. Faz planos, vê o nome dos filhos, pensa no casamento, apresenta o pobre coitado pra família, conta pras amigas, pra sua cama, pro seu travesseiro, pras paredes, e pra o que/quem quiser ouvir. É a fase dos planos “imaturos”, a fase do sofrimento e a fase do “vai ou racha”.

Isso mesmo!

Tradução? Pois não, meus queridos.

Vai ou racha: termo usado para dizer pro mundo: “Ou vai ser esse ou não é mais nenhum”.

Pronto, chegou ao fundo do poço em pensar nisso? Bata palmas e salte. Isso acontece com todo mundo. Comigo, com a tal Maricota que andou de mãos dadas com o “meu amor”, com a Marcinha, Paulinha, Arlindolene e mais um milhão de mulheres que você não conhece.

Quando chegamos naquela fase de amor e alma renovada, Deus segure essa mulher, ela só pensa em si e, claro, no seu amor (de novo e de novo e sempre vai ser assim).

Pensamos na carreira e como vamos fazer para comprar o presentinho do amor no aniversário de 1 mês de namoro, 1 ano de namoro, do aniversário dele, do dia em que vocês ficaram pela primeira vez, do dia do primeiro eu te amo.

Quanta coisa, não?

Mas é isso mesmo que acontece. Agora nós ganhamos dinheiro pra agradar ao nosso homem e do nosso jeitinho.

Claro que esperamos ser agradadas, esperamos jantares, filmes, ir ao melhor motel da cidade, viajar, flores e mais flores, cartas... Esperamos muito. Mas cá pra nós... Me digam se eu não estou certa. É ou não é a coisa mais linda desse mundo fazer uma surpresa pro seu amor e o ver fazer a cara de que “essa é a mulher da minha vida”?!

Estão vendo como nós vivemos em função desses sentimentos?

Se o resto do mundo estiver pegando fogo e você estiver com ele, TUDO fica pra segundo plano. Nem ligamos, não nos importamos com bulhufas. Pode descer Deus, subir o diabo, até o Baco oferecer os melhores vinhos e melhores festas. Pode submergir Atlântida, o Tsunami passar ali, do nosso ladinho. Não adianta, estamos mais ocupadas fazendo outra coisa, imagine você, amando.

Se tudo aqui dentro está bom, lá fora também está.

Se o sorriso dele te deixa feliz, todo o resto do mundo pode mandar dedo na nossa cara e nós não estamos nem ai. Ainda rimos e dizemos: “tadinhos, não têm um amor como o meu, por isso estão assim”.

Tem coisa mais legal que amar?

Sério! Tem?

Se tem, me mostra ai. Vai. Só um pouquinho. Eu quero conhecer isso também.

Eu quero saber se tem algo melhor que sentir frio na barriga ou passar o dia todo escolhendo a roupa que você vai sair com ele à noite.

Eu quero saber se tem coisa melhor do que sentir aquele ciuminho bobo, se tem algo melhor do que saber que ele sente esse ciúme também.

Eu quero saber se tem coisa melhor do que rolar na cama pensando se ele está bem ou não, se ele ta dormindo direitinho. Ou melhor, de ligar pra ele na hora de um pesadelo ou pensamento ruim e ele te atende e até se fazer preocupado.

Eu quero mesmo saber se existe coisa melhor do que dormir com o seu amor, acordar com ele com aquele cheirinho, aquele abracinho, aquela voz de que não devemos sair da cama... Só mais cinco minutinhos.

Quero saber se tem coisa melhor que sentir saudade de um sorriso, de uma voz, de uma paz.

Sentimos falta até das brigas, meu Deus do céu.

Sim, nós mulheres vivemos de sentimentos. Dos bons aos ruins, ou um ou outro, não é?

Vivemos de tormentos e paz. Vivemos de idas e vindas. Vivemos de amores e desamores. Dissabores. Costumes. Vivemos do novo e do velho. Vivemos o ontem e o hoje já imaginando o amanhã.

Vivemos o amor, completamente, como ele deve ser vivido. Intenso e exagerado. Atormentando e nos deixando com os pés no chão de novo e sempre. É aquela paz que só o tormento nos traz.

 

Escrito por Nika às 22h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/01/2008


Um post de ano novo pro ano velho

Meu querido ano de 2007,

 

Você foi uma das coisas que mais me animou nos últimos anos. Quando falo em realizações, juro que só lembro de “ti”. Te tratei bem e fiz o melhor que pude pra que tudo desse certo pra o que vivemos.

Junto a você vieram as melhores coisas que uma louca como eu queria ganhar.

Tive amigos novos. Ganhei um 9.5 no meu TCC que eu nem pensei que iria passar. Me formei, tive a minha outorga, me vesti com aquela beca ridícula que me deixou igual ao Harry Poter (uiahiauhaiuahiu).

Ganhei grandes amigos, inimigos e simpatizantes. Desisti de pessoas, investi em outras.

Conservei os amigos que sempre estiveram no meu coração.

Aprendi a escrever com mais paixão.

Compreendi o que é amizade de verdade.

Descobri novas paixões e acredite, um amor que eu acho que é pra vida inteira (eu não acho, tenho certeza).

Tive os melhores porres, os gloriosos mesmo, com as minhas amigas.

Viajei pra minha cidade maravilhosa para passar, novamente, o meu querido Carnaval de São Salvador.

Tive meus momentos de ira. E creia em minhas palavras quando eu digo que em 2007, em você, meu caro 2007, tive as maiores IRAS da minha vida. Aprendi com essas iras a me controlar e saber escutar, até a minha voz cessar.

Engordei os 7kg que eu tanto sonhei na vida e agora estou arrependida.. kkkkkkkkk.. ;P

Conheci pessoas maravilhosas, dignas da minha amizade e do meu amor.

Reconheci pessoas que estavam guardadas no meu passado, como minhas amigas DE NOVO e SEMPRE.

Reencontrei uma pessoa que às vezes eu acho que nem deveria ter reencontrado, mas o que vale é que 2007 fez eu ver que temos que acreditar no destino.

Fiz planos e concretizei mais da metade.

Não me vesti de branco no reveillon, mas usei um lilás lindo. E pra finalizar a madrugada de reveillon, ainda durmo chorando.

Passei o natal dormindo e o dia com a minha família que vou morrer de saudades.

Ainda não aprendi a correr, lavar roupa, subir em muros e árvores, andar de bicicleta e muito menos andar de patins, mas juro que em 2008 eu tento. ;x

Tive enganos PAVOROSOS com pessoas que se diziam amigas, mas o tempo e as pessoas mudam, e eu acredito nisso. Castigo?? NÃO! Lição de vida.

Tomara que elas aprendam.

 

Bom, meu 2007 favorito tivemos tantas coisas lindas e maravilhosas, umas nem tanto, mas tivemos os melhores momentos juntos.

Estou me despedindo de você com o coração na mão, e pedindo em voz baixa, por favor, que o seu substituto (2008) faça por merecer o seu lugar.

Que ele venha de mansinho como você veio e se instale VORAZMENTE em nossas vidas. Que ele nos dê a mesma esperança, nos dê mais alegrias, mais fé e muita, muuuuuuita felicidade.

E quem não acredita em felicidade ou que 2007 foi bom, não se preocupe, nem todo mundo é amigo de todo mundo, não é?

Mas 2007 foi meu melhor amigo.

Sinta-se abraçado e veja correr as lágrimas dos meus olhos quando eu digo que vou sentir saudade, meu querido ano de felicidade. Um beijo na testa.

 

 

;]

 

Feliz Ano novo.

 

 

Escrito por Nika às 15h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/12/2007


um pedacinho do cinho.. ;]

"Ambos não estavam nos planos um do outro, e ainda assim foi incrível ...

Mas acabaram por se afastar, uma pena ...

Um desperdício de corações, de sensações, de amores e de ilusões.

Mas olha, ela ainda sonha com ele ...

E ele ainda pensa nela ... "

 

Silvana Duboc

 

 

Meus amores, estou sem muita inspiração, mas coisas melhores virão.

Estou esperando ter mais coragem e mais assuntos. Quem sabe essa noite não me inspire?

Quem sabe eu saia pra tomar um vento ou um vendaval de idéias.

Espero propostas.

 

"e lá se vai mais um dia..."

 

Escrito por Nika às 17h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

24/12/2007


O amor, essa raposa...

“Amor que não se pede.

Amor que não se mede, que não se repete... Amor.”

(Cidade Negra)

 

 

Entre mortos e feridos, sobraram somente as histórias de amor a serem contadas. E para falar disso, nada melhor do que ser um admirador da “coisa”. Eu, por exemplo, admiro todo o tipo de amor. Do doentio ao mais sadio, do infantil ao mais adulto e frio. E claro, do que se sente, se sabe, se transforma e se completa.

Ontem a noite, eu estava em uma mesa de bar conversando com pessoas que tinha acabado de conhecer (por que não estranho essa coisa de mesa de bar? Mas enfim...), e tivemos conversas tão variadas que mulheres podem ter, e no final, vimos que o amor sempre falou mais alto.

É, meus caros, o amor fala mais alto, sempre é assunto, sempre é citado e se for sentido naquele momento, é também chorado.

Vi muitas formas de amar nessa minha vida curta e passageira entre os mortais. Vi que os amores são tão diferentes quanto as cores do arco-íres, mas, como as cores, eles se completam.

Nunca ouvi falar que vermelho não combinasse com amarelo, ou que verde não combinasse com preto. Pensando assim, a gente até generaliza o que é o amor.

O amor é esse emaranhado de coisas que a gente descreve como cor?

É, é sim. E sabe por quê?

Porque o amor não se descreve de qualquer jeito. Eu pensei nas cores agora, mas alguém já deve ter pensado como comida, como signos, como tipos de flores, bichos. Vai da loucura de cada um. E quando eu falo em loucura, eu falo que o amor é louco. Quem já viu o amor ser sereno?

Eu, particularmente não acredito nesse amor que é quieto demais, sereno demais, sem aquela “crisesinha” ou briguinhas. Quem ama se desentende, se descabela, ri a toa, chora a toa, assiste filmes e lembra do amor, lembra do cheiro, do gosto. E não adianta ficar dizendo que o amor verdadeiro não é material, porque É SIM.

Quer dizer que eu só amo de verdade, se eu lembrar da pessoa e der a vida por ela?

Veneração é uma coisa, amor é outra.

Faça-me o favor!

O amor é um não sei o que, que simplesmente se instala em ti e tu sentes. Você nunca vai saber descrevê-lo, nunca vai saber o seu gosto, nunca vai olhar pra ele com outros olhos, com raiva ou com vontade de mandar pro inferno. O amor não tem fronteiras (bem comercial da TIM).

Eu não sei descrever o que eu sinto, eu só sei que são tantas coisas que passam pela minha cabeça. O amor é assim mesmo. Seja ele qual for.

Você sente o amor, você vivencia, briga com ele com vontade de agarrar e dizer “vamos parar, seu besta”. Você sente o suor nas mãos, o friozinho na barriga, o nervosismo em estar bonita pra qualquer ocasião. Acredita fielmente que em um mês de academia, malhando que nem uma condenada, você vai ficar linda e perfeita como aquela mulher da capa da revista, e tudo isso só pro seu amor te achar linda. E quem disser que é mentira, por favor, SE INTERNE. Você não é normal.

Você passa horas fazendo testes estúpidos de revistas de relacionamento, procura o grau de compatibilidade entre os signos, se dá ao trabalho de procurar por textos de amor na internet e em livros, pra escrever pra quem você ama. Gasta HORRORES de dinheiro e nem pensa no limite do cartão, você só imagina o sorriso lindo que vai arrancar daquela criatura.

Você jura que dá a vida por ele, começa a gostar das mesmas coisas que ele, até ri das mesmas piadas. Você se apaixona pelo cheiro, e se ele não tem cheiro, mesmo assim você consegue descrever como se tivesse. O nosso amor tem um jeito único pra gente.

O jeito que fala é apaixonante, as gírias irritantes você até tolera. As brigas são gostosas, as noites mal dormidas são motivações pra alguma coisa, a serenidade te dá medo (tudo que está quieto demais assusta). As horas no salão te fazem crer que valem a pena.

E os porres que você toma pensando nele? Meu Deus, esses sim, são memoráveis.

Você aprende o que é saudade, suporta e convive com isso. Não consegue ouvir uma conversa sobre o amor e vai logo falando do que sente, sorri quando quer chorar, chora quando quer sorrir. Cutuca, se deixa cutucar. Bisbilhota, confunde, grita, olha sério, olha ele dormindo, sonha com ele uma vez na vida e pensa que é o melhor sonho do mundo. Tem momentos de solidão com ele. Tem tédio, tem vontade de fazer amor todos os dias, e depois isso reduz, mas mesmo assim, sente vontade.

Você quer dar o melhor de si, e muitas vezes, quer dar o pior também. Convoca as amigas pra falar dele, pra ouvir dos amores delas. Ouve a música de vocês sem parar. Pensa nos padrinhos de casamento e nos dos seus futuros filhos. Conta até 10 pra não mandar ele pro inferno, ou respira fundo quando ele sai com a camisa amassada de casa.

Você pensa, pensa e pensa em mais mil coisas que o amor te faz e nem sequer chegou à metade. Fica imaginando que meio milhão de pessoas sabem descrever melhor que você, e simplesmente vai chegando a conclusão de que elas sabem amar melhor que você.

PIADA! Te peguei! (risos)

Claro que essa insegurança existe, mas eu repito: cada um ama a seu modo.

Tanto faz a intensidade, o jeito, A COR, o modo como se sente, por quem se sente e tudo mais que temos direito.

Talvez a conversa que tive ontem e as gargalhadas e sustos que eu tenha levado, tenha me mostrado como é bom admirar quem ama. Eu tenho um prazer tão grande em ver que as pessoas ainda acreditam umas nas outras, e acreditam que isso possa se tornar amor.

Se desfazer de um amor, é tão anormal quanto não amar.

O triste é quando você vive o momento e não sente aquele amor te levando anos e te trazendo cabelos brancos... É triste se decepcionar e não acreditar no amor. É mais triste ainda, não crer que ele pode renascer e se transformar.

Acredite no amor, como eu acredito no arco-íres.

 

 

 

P.s: o texto ta curtinho porque eu to pensando ainda no amor. E vocês sabem o quanto é complicado pensar e escrever ao mesmo tempo. Eu sou mulher, não uma maquina... se bem que eu queria ser uma máquina as vezes.

 

P.s²: Feliz nataaaaaaaaaaaaaaaaaaaaallllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll... x)

 

P.s³: Amem o máximo que puderem, e se der, SE PERCAM.

 

P.s do P.s: Dedico este texto às pessoas que contribuíram com ele. As pessoas da mesa de bar. #) E claro, ao homem que está me fazendo amar. (olhaaaa.. até rimou)

Escrito por Nikaa às 19h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/12/2007


Eu falo égua também

Dicionário do Nortista (Paraense e Amapaense)


  Vamos entender o q todos falam:


ÉGUA: é a vírgula do paraense e amapaense, usada entre mil de mil frases ditas, e, com essa expressão, ele não tem a menor chance de errar nas concordâncias.
LEVOU O FARELO! - se deu mal!
PITIÚ - cheiro de característico de peixe, vc consegue sentir c/maior intensidade no VER-O-PESO.   Cheiro de ovo também é pitiú.
SÓ-TE-DIGO-VAI! - expressão usada pelas Mães pra chamar a atenção dos filhos mal criados, quando não as obedecem.
TE ACOCA - te abaixa.
MUITO PALHA! - muito ruim!
TUÍRA - pó da pele de quem não toma banho direito! rsrs (essa é boa!).
MAS-COMO-ENTÃO? - "me explique por favor!"
BORA LOGO! - se apresse!
BORIMBORA! - vamos embora
"MAS QUANDO!" - "você está mentindo!". Ou
"MAS QUANDO!"  - nao se refere a data e sim a pessoa dizendo "não". Por ex: "Vc vai ao show hj?? Mas qndo, estou sem dinheiro..."
"EU CHOOORO!!!"- significa " não tô nem aí pra tí!, te vira!, dá teu jeito!".
"OLHA QUE O PAU TE ACHA!" - toma cuidado!.
FILHO DUMA EGUA - filho da mãe, sacana, Filho da P...;
E-GU-Á - Poxa vida!!!
PAI D'EGUA - Excelente
MAS CREDO - sai fora
OLHA JÁ - eh mentira!!
JÁ ME VÚ - tchau
ÊÊÊ... - quando algo que se conta é mentira
ERAS - o Eras acompanha tbm td esses sinônimos (O "eras" é a cara do paraense!!)
TU ALOPRAS - vc "apela"
"HUM... TÁ, CHEIROSO!" --> é uma forma de ironia, tipo "conta outra!".
ASSANHADO - P/ nossos amigos sulistas, esse adjetivo ñ quer dizer "ENXERIDO", e sim, seu cabelo está bagunçado!!
DIACHO - Expressão de desapontamento;
DESPOMBALECIDO - Estado de moleza e cansaço. 2. enfermidade;
MERDA N`ÁGUA! - é o famoso "maria vai com as outras".
CARAPANÃ - pernilongo, mosquito, borrachudo.
PÔPÔPÔ - embarcação típica composta por uma canoa coberta, movida a motor de 2 tempos na pôpa.
CALANGO ou OSGA - lagartixa (de chão).
ARREDA AÍ - afasta aiii
DERRUBAR - cagoetar, entregar
ESMIGALHAR - amassar, desmanchar
ESBANDALHAR - quebrar
RALHAR - brigar
DIZ QUE... - uma interjeição de ironia (Fala-se como se fosse uma só palavra "disque vai prá cidade!"
COQUE - um leve soco com a falange dos dedos na cabeça da criança peralta
PAPUDINHO - cachaceiro
JÁ QUERES... - qdo a pessoa esta interessada em outra. Ex: olha esse carinha gatinho (a garota fala) / Já queres,né!!! (a outra responde)
PAPA-CHIBÉ: paraense autêntico, aquele q ñ troca o pirão d'água c/farinha c/umas boas cabeças de camarão.
MANINHU - Amigo, Colega  
LÁ NO CANTO - lá na Esquina
RABIOLA - um tipo de  Pipa
CABAÇO - Pessoa que nunca teve relações sexuais
AXIIII CREDO!: expressão de desdém qdo vc não gosta de alguma coisa.
GITA ou GITITA: o mesmo que pequenina
TEBA: quer dizer grande. Por ex: tem uma teba de uma orelha.
CHOPE: em todo canto vemos placas assim: VENDE-SE CHOPE, quem não sabe fica intrigado achando q vende cerveja em todas as casas qdo na verdade é sacolé.. como os "pregos" falam pras bandas do sul...
ESPOCAR - estourar, encher de mais, explodir, etc..._
PÃO CARECA - pão francês, cacetinho, etc.
DAR A FORRA - retribuir um favor prestado por alguém.
PIRA- brincadeiras infantis (tipo pique lá pras bandas do sul) ou ferimento causado por má higiene.
PIRENTO - alguém acometido de "pira" eheh.
TORÓ - chuva forte.
PAPAI - vocativo irônico. Ex. Égua, assim não tá dando, papai.
CABOQUICE - adjetivo que diminui algo/fato.
VOU LÁ EM BAIXO - vou ao comércio (usado muito por pessoas mais velhas)
TÁ  RALADO: palavra usada para expressar q algo está difícil d ser realizado (tá foda!).
PIPÍRA - mulherzinha, cabuquinha...
POTOCA - papo furado, mentira
TU TÁ BEM NA FOTO , MAS NÃO É LÁ ESSAS COCA-COLA - estás bem, mas não é lá essas coisas...
TAPURÚ - espécie de larva de mosca,
VAREJEIRA - mulher safada.
CABA - espécie de inseto (maribondo, vespa)
PORRETA - o mesmo pai d'pegua,
TU VAI DANÇAR UM CARIMBÓ JÁJÁ - eu vou te dar uma surra.
VOU ME QUEBRAR COM AQUELA GATA - vou ficar com aquela mulher,
GIA -perereca, rã
ESCANGALHEI COM A MINA - fez barba, cabelo e bigode com a gata.
FIQUEI DE BUTUCA - ficar  na espreita
MUTUCA - inseto q dá uma época do ano no interior.
ME ERRA (ou ME MIRA MAS ME ERRA) - pra cima de mim não.
PIOR - é verdade..
TOMA-LHE-TE - toma-te com mais ênfase.
ESPOCA FORA - te manda, rasga, vai embora.
DE ROCHA  - de verdade, pra valer.
NA VERA - valendo.
MUITO PALHA - devagar, escroto, fraco
BUIADO/ESTRIBADO - endinheirado
ASILADO,  ESTAR NO CARITÓ - Pessoa que já está há muito tempo sem manter relações sexuais
BUSTELA - meleca
BENJAMIM - T (aquele troço que põe na tomada pra ligar vários aparelhos elétricos)
VISAGEM - fantasma, assombração
PAVULAGEM - metido, frescura
JERIMUM - abóbora
IGARAPÉ - córrego
TAPIOCA - beijú
JOGO DE CEMITÉRIO - queimada
TRAVESSA - Tiara (arco de prender)
PERAÍ -  espera um pouco ex: ei maninha perai, já tô indo !!
RASGA - saí fora ! EX: Ei moleque! rassssga !!!!!
PIQUENO(A) - rapaz ou moça ex: Ei piqueno pega aí essa tigela de açai!
PIQUENOZINHO(A) - termo pejorativo pessoa enxerida, esse termo foi simplificado pra zinho ou zinha. Ex: É-GU-Á, Esse piquenozinho é muito chato!!!
EU HEIM - tô fora! EX: Ei aquele piqueno tá a fim de ti?? resposta : Hummm, eu hein !!!!
ILHARGA - lado do corpo, cadeiras.
CHIBÉ - mingau de farinha cuí (farinha fina), também significa aquelas sujeirinhas de moleque
MAS QUANDO JÁ! - nunca.
MUFINO - adoentado, triste, abatido, cansado
BAQUE - pancada, machucado
MANINHO - colega
BORÓ - dinheiro trocado
TOPADA - tropeço, pancada no pé
OVADA - grávida !!!
PAGANDO - boquiaberto
BÓIA - comida
TU VAI TE  LAÇÁ - tu vais te dar mal
CUTACA - sapo, rã
VUADEIRA - lancha
TIROU O BALDE - passou perto  
BRÔTA - gorda
APRESENTADO  - atrevido
PISSICA - má sorte (pode ser usado tb pra torcer contra: fazer pissica)
MURRINHA - preguiça
DEU PREGO - quebrou, enguiçou.
LÁ NA CAIXA PREGO - lá longe, longe, longe pra caralho...
PORRUDO - enorme,,
CAPA O GATO - vai embora. corre
INHACA - fedor
FARINHA BAGUDA  - farinha grossa;
TUCANDEIRA - Tipo de formiga grande q dá muito em interior perto de árvore de jaca, e q sua ferroada dói muuuuiiito. Também pode ser sinônimo de calça pescador = calça tucandeira.
NA ROÇA  - Sem dinheiro.
"TÔ BROCADO" - Estou com muita fome
MAS Ú CARAMBA - noooossa!
PIRA PAZ, NÃO QUERO MAIS! - Parei!
ÉEEEEGUA! TÉ LESO?  - deixa de ser doido!
AÇAÍ DE 10 REAIS - Pessoa grosseira
PLOC - garota de programa
MAS É? - quando tá  tirando onda com uma pessoa
ESPIA - olha... (ironizando)
NEM TE CONTO  - vem cá quero te contar uma coisa
XIBATA - espécie de chicote,
PANEMA - pessoa de má sorte
CATIROBA - são meninas que ficam com qualquer um, está próximo de "prostituta", mas ainda não é...
TRAPICHE - construção, na maioria das vezes, de madeira que adentra os limites do rio ou do mar, utilizada p/ embarque e desembarque de passageiros ou mercadorias bem como o pescado. Conhecida popularmente em outros estados como: Porto, dique, ponte...  
LÁ ONDE O VENTO FAZ A CURVA - muito longe
SÓ O CREME, MANO! - coisa muito boa, melhor parte, uma seleção do que existe de melhor! pode ser utilizado em qualquer frase.
APURRINHAR - aborrecer;
FACADA - alguma de coisa de custo elevado.P.ex: Olha esse vestido tá lindo, mas custa uma facada.
NÓ CEGO - Pessoa com má conduta, traquinas..ex: fulano não vale nada.. é muito nó cego!

PISA - surra, caracterizada pela mãe do indivíduo.ex: Menino desce daí.. tu vais pegar uma "PISA".
CURUBA - ferida
PEREBA - ferida no pé
PÉ INCHADO  - pessoa q bebe muito
MIJADA - quando alguém leva uma bronca
MUQUIAR - socar, bater
ARREMEDAR - o mesmo que imitar. Ex: Cuidado, não fique arremedando aquele menino gago!
EMPERIQUITADO - o mesmo q todo arrumado. Ex: A madame desceu a escada toda emperiquitada p/sair.
PEGAR O BECO - sair do lugar
TU ÉS SÓ BAFO - mentiroso

ESPERA O CAFÉ – Quando não quer que a pessoa vá embora ainda.


** Eu já havia postado isso em outro blog. Interessante, né?

;)

Não lembro quem me enviou. Mas me desculpe desde já.

 

Escrito por Nikaa às 15h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/12/2007


...

Falar de saudade não tem título

 

"Hoje amanheci com um sorriso amarelo no rosto. E me vendo diante do espelho, vi como é ridículo sofrer por amor...”.

Ela amanheceu com essa frase na cabeça e repetiu isso para si mesma diversas vezes naquela manhã, e como todas as outras vezes que acordou pensando em algo que está lhe incomodando. Falar de amor era meio fora do comum para ela, até porque, amor não é pra qualquer um, e ela acreditava fielmente, que amor não era pro seu bedelho. E se era, ela estava lutando pra que não fosse... Outra vez.

E lá estava ela novamente sentada na beirinha da cama, lá na ponta. Naquela ponta que ela costumava bater o joelho ou mesmo a canelinha. E ela não estava sentada lá como todas as outras vezes, pelo menos não daquela vez. E sinceramente, ela estava tentando parar de chorar e secar aquelas lágrimas que ela achava tão desnecessárias.

Ela tinha sentido dores irreparáveis durante a vida. Dor de cotovelo, dor de cabeça, dor de barriga, dor de amor, dor de amores platônicos, dor na perna de tanto bater naquela maldita ponta da cama. Dores de perdas, dores de saudades de pessoas que não voltam mais... Muitas dores. Mas já que a dor da saudade ela conhecia bem, por que aquela estava doendo mais do que o normal?

Era essa a dor que ela estava sentindo ali. Uma coisa que fazia partes do corpo, antes desconhecidas por ela, doer e doer. Ela nem sabia que naquelas partes se sentia dor. E bote dor, e bote angustia, e bote raiva pra corroer aquela cabeça oca que não sabia o que era saudade até então.

Ela queria pensar em outras coisas, até ria de algumas, mas nada a consolava.

Então ela logo pensou que era muita frescura para uma mulher só.

Onde já se viu sentir saudades de um cheiro?

Era muito não ter o que fazer.

Então ela arranjou um culpado para a sua tristeza. Culpou a vontade de abrir a janela.

É! A “vontade” foi sua grande culpada.

Ela poderia não ter aberto aquela, maldita, janela naquele dia, naquela hora... Porque se ela assim tivesse feito, ela não sentiria aquele perfume que entrou cortando o seu olfato. E nem adiantou se desesperar em fechar a janela, a rua inteira estava com aquele cheiro e, consequentemente, entrou no quarto e já era tarde demais.

E ela respirou tão profundo, fechou os olhos... E quando viu, estava sentada com a mão no rosto e se debruçando em lágrimas.

E vieram aquelas lembranças todas na cabeça da pobre criatura.

Saudade daquele sorriso que aperta os olhinhos. Saudade daquela barba bem feita, e até da mal feita, tanto faz, ela sentia falta mesmo era do cheiro daquela barba. Sentia um frio só de pensar naqueles beijos maravilhosos, naquela risadinha gostosa que ele dava no fim do beijo. Sentia saudades enormes das noites que dormiram juntos, de como ele olhava pra ela em certos momentos da noite. Ela sentia aquela saudade absurda quando ouvia músicas que ele tocou para ela com o violão ou com o teclado.

Sentia falta das briguinhas, ou de quando ele a imitava com raiva e falando com bico. Sentia saudade das gargalhadas que dava com ele, dos ciúmes que ela tinha dele e o ciúme dele que a deixava apavorada.

Sentia falta de quando sentavam grudados, dos beijinhos de repente, das conversas enormes, de como ele tinha costume de jogar um “bifão” no prato dela, mesmo que ela estivesse totalmente satisfeita com o que já tinha comido.

Sentia falta das crises, das piadas, do amor que faziam, dos planos, dos detalhes dos olhares, de como ele falava o quanto ela era bonita. Nossa, ela sente falta de quando ele escovava os dentes ou ficava brincando com o interfone fazendo voz de monstro.

DROGA!

Ela sente saudade e ainda fica lembrando dessas coisas que matam ela todos os dias. O detalhe maior é que ela sente saudades todos os dias. Mas todos esses dias, de forma crescente, vão piorando, vão corroendo e ela só finge que ri e agüenta tudo caladinha.

Sentir saudades de quem se ama é isso. Lembrar dos detalhes, lembrar das coisas boas e ruins, e mesmo assim, suspirar com tudo aquilo.

Sentir saudade é não saber o que se tem, é monotonia, é sentir que as noites nunca têm fim e que as manhãs são escuras. É ir a lugares que vocês nunca foram juntos, mas imaginar como seria lindo vocês dois lá. É ter milhões de fotos e olhá-las todos os dias, sem enjoar, e rir das mesmas, separar as mesmas, apertar contra o peito as mesmas.

É combinar consigo mesma que não vai chorar quando falar com ele ao telefone, e mesmo assim, quando falam o primeiro “alô”, cair no berreiro infantil.

É chorar do mesmo jeito quando ele desliga o telefone. Até porque, você espera que ele desligue, pra ver se o sofrimento aumenta e te mata de uma vez.

É dizer que vai agüentar firme até vocês ficarem juntos de novo.

É ter as melhores amigas, e você querer que seu melhor homem esteja do lado delas, conhecendo-as, rindo com elas.

É querer estar com ele o tempo todo. Fazendo tudo e querendo fazer mais.

Estou querendo dizer, com toda essa baboseira de saudade, com toda essa lengalenga de palavras, que de fato, essa saudade existe e essa “ELA” também existe. Que “ela” sou eu e eu sou “ela”.

Seria mais abuso ainda comentar que era “ela” que estava chorando nessa manhã, na beirinha da cama (de novo, e mais um vez, e haverão outras vezes), que era ela que estava pensando nele de novo, que É ela que não agüenta mais pensar, sentir, respirar e viver de saudade.

Saudade dói, e ela não foi feita pra qualquer pessoa.

Sentir saudade de amigas é uma coisa. Sentir saudade da família, dos pais, é outra coisa. Sentir saudade da infância, das músicas e das bebedeiras com aquele grupo da faculdade, também, é outra coisa.

Sentir saudade do seu amor dói e não tem cura. As outras saudades se amenizam, se confortam e no fundo, você se conforma.

Sentir saudade do amor não conforta, não acaba, não melhora, não cicatriza, não tem hora pra sentir, não tem cor, não tem como parar nenhum pouquinho.

Eu poderia ficar aqui e tentar descrever esse “troço” que não cabe em coração nenhum. Eu poderia estar gastando saliva pra explicar, mas não posso. As lágrimas patéticas e ridículas que vivem querendo sair estão me atrapalhando.

É isso mesmo, são patéticas porque eu não sei como cessá-las, e isso me incomoda. Incomoda tanto quanto ser ridículo sofrer por amor. Isso, igualzinho ao começo do texto.